JUSTINO VASCONCELLOS – PANEGÍRICO FEITO PERANTE SESSÃO CONJUNTA DA ACADEMIA RIO-GRANDENSE DE LETRAS E IARGS EM 06.08.2014

DR.ANGELOQUENDO

PANEGÍRICO PARA DR. JUSTINO VASCONCELOS
Justino Albuquerque de Vasconcellos foi um dos nomes mais importantes da advocacia brasileira tendo nascido em Erechim, em 20 de agosto de 1923 vindo a falecer, recentemente, em 12.02.2014. Filho de Irineu Torres de Vasconcellos, médico e de Iracema Albuquerque de Vasconcellos. Daqui a 14 dias estaria completando 91 anos se vivo fosse. Justino, em sua obra “Desenvolvimento com Democracia” no discurso proferido em 27 de abril de 1966, dia em que tomou posse na Presidência do Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul depôs sobre a importância de seu genitor na sua formação e na crença na democracia. São suas palavras sobre o pai e seu legado moral de exemplo: “Médico do Interior – em Passo Fundo e no Chuí, Porto Lucena e Cortado, Colônia de Cachoeira do Sul, em André da Rocha e Arroio do Só, e em Restinga Seca, e em Santo Augusto e em Belém Novo, e em outros municípios, distritos e subdistritos – sempre soube dignificar seu sacerdócio. Quem poderia enumerar os que ele arrancou à morte, manejando o bisturi, mesmo à luz de lampiões e velas, em tendas improvisadas com lençóis? Quem, sobretudo, quem poderia indicar um só, que a ele tivesse recorrido em vão, porque sem recursos para honorários ou medicamentos? Quantos hospitais ele os fundou e dirigiu? Indagai, e o povo de São Pedro do Guabiju, nos confins de Nova Prata, a uma voz, atestará que, posto ele próprio estivesse recém-operado, não hesitou em levantar-se para assistir outro enfermo, temeridade que lhe reabriu as incisões sanguinolentas. Dele e nele aprendi o Cristo; dele e nele, o amor à Pátria; dele e nele, a militância pela Verdade e pelo Bem; a escravização ao Direito, foi ele que ma herdou, com a certeza na derrota final do erro e a repulsa à força prepotente; quem me ensinou a suprema liberdade, a da consciência do dever cumprido, foi ele – IRINEU TORRES DE VASCONCELOS, meu pai.”(opus citae – pág. 7\8) Colou grau em Direito na UFRGS, em 20.12.1950. Por 16 anos esteve à frente do Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul (IARGS) nas gestões de 1965, 1967 e 1969. De 1973 a 1981 presidiu a OAB por dois períodos durante a Ditadura Militar entre os anos de 1973-1975 e 1978-1981, quando conseguiu libertar advogados presos no Uruguai, na Argentina e em São Paulo. Foi nomeado por Dom Vicente Scherer membro da Comissão da Justiça e Paz. Com nove títulos publicados, foi eleito membro da Academia Rio-Grandense de Letras no ano de 1976 vindo a ocupar a cadeira nº14 que tem como patrono Fontoura Xavier. Publicou entre outras obras “Disciplina do Inquérito Administrativo”, em 1948, pela Imprensa Oficial, Porto Alegre; “Súmulas de Legislação Aplicável à Função Pública”, pela Editora Sulina, Porto Alegre, em 1954; “Das Firmas e Denominações Comerciais”, Ed. Forense, Rio, 1958; “No Último Tempo”, pela editora Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, em 1964; “Desenvolvimento com Democracia”, em coedição da Livraria do Advogado e Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul; “Na Ordem: Em defesa da Ordem” publicação da OAB RS- 3 – Porto Alegre, 1975; “Rui” – Publicações OAB RS – n º4 – Porto Alegre. 1975\76; “Sucata”- poesia, 1º e 2ª Edições, sendo a última de 1984; “Regressos” obra que faz um esboço da cultura atual, lançada em 2005. No ano de 2008 foi agraciado com o título de “Emérito Advogado” pelo Egrégio Conselho Seccional da OAB\RS, outorgado em sessão solene na Semana do Advogado. Sobre seu ofício de advogado Justino Vasconcelos ilustrava sua lide com frases que explicitavam o seu labor de forma heroica: “Juraste de pé como guerreiro em luta, e de pé hás de te manter. A advocacia é, sobretudo, ideal, impulso para o certo, para o justo, para o bem… Na defesa encarnas a liberdade, soberania original do povo, não transferida nem transferível ao Estado. Na acusação, reprimes o crime, os ódios e a prepotência. Cumprirás teu destino de grandeza, na medida em que aproveitares a herança de sabedoria, século após século, acumulada por nossos antecessores. A advocacia é aprendizado que não finda. Nem te preocupe com as recompensas: elas virão a seu tempo, como a chuva, como o sol”. Quando relata a labuta jurídica do defensor como o resquício da soberania não delegada pelo Povo Soberano demonstra a origem caudatária de seu ideário ancorada no coração vivo da doutrina de John Locke que preleciona os direitos indisponíveis, àqueles que não foram alienados ao Estado, e, portanto incólumes e seguros naquela zona de exclusão e franquias do Povo Soberano. Fundamentos impostergáveis do Direito Constitucional como um todo. Necessitaríamos nos tempos de hoje, não de um, mas mil Justino´s Vasconcelos, com seu espírito de luta para defender e manter esta zona de franquias e exclusão, balizada pelos direitos humanos como uma raia de incolumidade cidadã, como bastião originário do arcabouço de direitos do Povo Soberano em face da invasão indébita, dos legítimos esbulhos legislativos, cometidos pelos legisladores ordinários na sua ânsia demagoga de moldar os costumes ao sabor esdrúxulo de suas ideologias determinando o certo e o errado contra o mores privado invadindo os frontões dos lares e o que há de mais sagrado na família, como a educação e o seu modo de ministra-la aos infantes. Lembro aqui, para ilustrar o que digo, o último artigo produzido pelo também ocupante da cadeira nº34 da Academia Brasileira de Letras, nosso confrade também recentemente falecido, João Ubaldo Ribeiro, autor dos romances, Sargento Getúlio, Viva o Povo Brasileiro e o Sorriso do Lagarto, entre outros, que em seu último artigo, no seu estilo irônico característico, sob o título “O correto uso do papel higiênico” despe a onipotência de um governo que quer se imiscuir em tudo, inclusive naquela área de privacidade defendida pelo emérito Justino Vasconcelos. Somam-se, ainda, a estes dados históricos informações fornecidas pela própria palavra do homenageado póstumo que através de entrevistas elucida várias facetas e atividades em sua vida. Dando entrevista a revista da OAB Justino Vasconcelos, falando sobre sua atividade à frente desta egrégia instituição durante o período ditatorial militar, diz a viva voz que: “Na verdade, tive muita sorte. A chave principal para meu trânsito livre nas prisões, e também os bons contatos com juízes e desembargadores, foi minha amizade com o general Olímpio Mourão Filho, responsável pelo Golpe Militar de 64. Quando fui presidente do IARGS, realizei uma conferência para a qual convidamos os presidentes de todos os Tribunais do País. Mourão Filho era presidente do Tribunal Superior Militar e aceitou o convite. Durante seu discurso, se dirigiu a mim várias vezes e, em função disso, a entidade acabou muito bem aceita pelos militares.” Da mesma forma, nesta mesma entrevista explica sua nomeação para a Comissão de Paz e Justiça, dizendo: “Essa foi uma nomeação do cardeal Dom Vicente Scherer. Teve uma ocasião em que, depois de visitar um conhecido que estava preso, numa situação péssima de maus-tratos, encontrei com o cardeal na rua. Ele perguntou o motivo da minha aflição. Quando contei o caso, ele prontamente foi até a cadeia junto comigo. Assim, melhoraram as condições em que o preso se encontrava.” Relata, nesta entrevista à publicação da OAB, por ocasião de sua homenagem como Advogado Emérito, que antes de dedicar-se a carreira de advogado dedicou-se, num primeiro momento à religião, conforme seu depoimento neste sentido disse na ocasião que: “Fiz o curso primário em Bento Gonçalves e Cachoeira do Sul. No secundário, passei a estudar no Seminário São José, de Santa Maria. Naquela época, eu estava decidido a defender a palavra de Deus. Porém, desisti. Como era um seminário muito carente, recebíamos pouca comida e acabei na enfermaria. Depois daquele episódio, o padre disse que eu não tinha vocação, pois não aguentava o sacrifício. Decidi então não ser mais um defensor da palavra de Deus, mas da palavra do homem e, por isso, me dediquei ao Direito.” Certamente vem daí a temática de sua novela “No Último Tempo” publicada em 1964 que utilizando-se da mesma temática de Eça de Queirós em sua obra “O Crime do Padre Amaro”, publicada em 1875, reproduz o drama do celibato e de sua condição não natural que contraria as leis impostergáveis da natureza. Seus personagens Ferrúcio, o padre criminoso e Januário, seu confessor, nesta novela que elucida o drama da sexualidade reprimida e da opção equivocada por uma carreira, que é frustrada totalmente pela submissão a natureza traz à superfície, com maestria, indiretamente a necessidade de uma profunda discussão, pela Igreja Católica Apostólica Romana, de um de seus sacramentos expostos pela série incontida de escândalos de pedofilia calados no cerne da Igreja e inconfessados, como demonstra Justino Vasconcelos, com maestria frente aos princípios do sigilo da confissão defendidos dentro da Igreja e que colocam a comunidade em alerta causando inclusive manifestações oficiais e abrindo expectativas, com relação a uma mudança da Igreja, conforme proclamação do Papa Francisco. Se há semelhança na temática entre Eça e Justino, no entanto ambos se distanciam e apartam-se com relação ao foco de abordagem pois Eça é irreverente, ateu e iconoclasta, anti-religoso como Denis Diderot fora lhe antecedendo em 100 anos, em sua semelhança de abordagem na obra ¨A Religiosa¨. Justino Vasconcelos distanciando-se de ambos no tempo, guarda o mesmo espaço de aporte pois reproduz a mesma temática preservando, no entanto, um profundo respeito pelos cânones religiosos esperando, inclusive, com esperança até o último segundo de vida ainda existente, pela boca do personagem Ferrúcio, a redenção contida na palavra sacra que repete como um refrão…não sou digno de que entreis em minha morada mas dizeis uma palavra só e minha alma será salva!” palavras estas que encerram as 100 páginas de sua alentada obra maior em prosa. O próprio nome da obra de Justino, No Último Tempo ilustra a esperança dele em tempos melhores pois cita Isaias, 9, 1, cujo texto bíblico dá um escalonamento para este aperfeiçoamento dizendo: “No primeiro tempo cobriu-se de opróbio a terra (…) e no último cobriu-se de glória o caminho do mar.” Fez da esperança do profeta a sua esperança! Justino Vasconcelos, por tudo que lutou, por suas ideias e pela defesa diuturna das mesmas pode ser considerado entre aqueles homens imprescindíveis. Daqueles homens cuja falta se reflete em saudade e mais do que esta na ausência de um lidador cujo ideal e lábaro desdobrava as mais lídimas batalhas para a construção da democracia. Sua obra “Desenvolvimento e Democracia” retrata historicamente sua pugna pela construção da Democracia por dentro do próprio regime, pelo seu interior, adubando-o constantemente com sua prática em defesa dos perseguidos, em defesa da Advocacia e a liberdade de seu ofício como retrata na obra “Em Defesa da Ordem.” Justino Vasconcellos com a mesma consciência de Reinhard Koselleck que em sua obra “Crítica e Crise” testemunha que “O rei absoluto torna-se o executor de uma legitimidade absolutamente moral, repetia Turgot diante do rei, do conselho de ministros e do Parlamento. Não o rei, mas a legitimidade moral é que deveria reinar nele e através dele. Ao dar esta interpretação moral às tarefas políticas do rei, Turgot retira da autoridade soberana a liberdade de decisão política – isto é a soberania absoluta. Mais do que isso, ele a condena. Quando o direito se estabelece de forma puramente moral, fora da esfera política do Estado, e quando a própria sociedade também se distingue do Estado, então todas as violações do direito, que não correspondem à moral, são atos de pura violência: Nasce dai a distinção entre o poder e o direito. Mas, se esse direito apolítico está em vigor, a decisão política do soberano perde seu caráter jurídico. A fonte absolutista do direito, a sede da soberania, torna-se o domínio da pura violência. Se esta violência agir conforme a moral, se for regida por critérios externos, extra e suprapolíticos, sua legitimidade é de natureza moral, e não mais política, pois não decorre mais do poder de decisão soberano. Por outro lado, se este poder é utilizado contra as leis da moral em vigor, como uma decisão soberana do senhor, ele permanece político, no sentido tradicional; mas por causa de sua natureza nova e da nova compreensão dominante, ele é ilegítimo, pura violência. Do ponto de vista moral, é imoral. Ao invocar a consciência humana e postular a subordinação da política à moral, Turgot inverte o fundamento do Estado absolutista, pois sua posição explicita o segredo da polarização entre o direito moral e o direito da violência. Mas, aparentemente, ele não questiona a estrutura de poder externa do Estado. As “leis” devem valer por si mesmas. A legitimidade moral é, por assim dizer, o esqueleto político invisível sobre o qual a sociedade se ergueu. Como não pode, por si mesma, atualizar uma influência política, a legitimidade da moral é imposta ao Estado absolutista como fonte de sua verdadeira legitimação. O poder do príncipe é destituído de seu caráter representativo e soberano, mas isso se faz sem que o poder, enquanto função, seja atingido, pois deve tornar-se uma função da sociedade. Diretamente apolítica, a sociedade quer reinar indiretamente, pela moralização política.” É esta a prática e a ação de Justino Vasconcellos prelecionando do alto de sua autoridade moral, como representante lídimo da Sociedade Civil, contrastando o Estado Absolutista, a Ditadura, com seu discurso insinuante que coloca as bases morais da Democracia e sua Liberdade. Na sua posse na Presidência do Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul em 27 de abril de 1966, portanto em plena Ditadura Militar, em seu discurso de posse, sob o título ilustrativo de “O Fundamento da Democracia” ao longo de uma oração de 22 páginas colhe-se esta pérola de sua preleção que serviria para contestar as práticas, não só as do passado ditatorial mas até as atuais que distorcem nossa democracia. Dizia ele em frases lapidares: “E assim como o Estado só será legítimo se respeitar as sociedades interiores, velando-lhes pela coexistência, da mesma forma só será legítima cada uma delas, quando em convívio com as demais. A subordinação às regras da convivência dirá da legitimidade: aos que realmente visem a ela, deve o Estado confortá-los; aos que pretendam suprimir os demais, ou queiram a sua própria expansão em detrimento dos outros, a estes não pode o Estado admití-los.” (Pag. 13. Opus citae). Uma de suas maiores pérolas de oratória é aquela em que fez perante a sua cidade natal, Erechim, voltando, como diz, quarenta e oito anos depois. Ficou gravada preto no branco de forma indelével a sua pregação republicana, que olhando lá do passado, daquele longínquo ano de 1971, da data de 20 de agosto, é como um eco heroico do passado que cotejando o presente reprocha com justiça a quebra do bloco de constitucionalidade histórica do Brasil operado pela Emenda Constitucional nº16 de 04 de junho de 1997 que implantou a odienta reeleição, relativizando sobremaneira a república através da obliteração dos freios e contrapesos constitucionais engripando e travando completamente o princípio republicano, que pressupõe o revezamento e a troca nos cargos e da mesma forma fazendo uma irrisão do princípio da impessoalidade que se transforma num mero enfeite constitucional figurando como ironia mordaz no art. 37 da Constituição Federal de 1988. É sua palavra plena de segurança que leciona daquela época com um eco que vem ao hodierno denunciar o atual desequilíbrio que vivemos hoje. Dizia o nosso homenageado: “Cumpre se elegerem as autoridades para períodos razoáveis, nem tão curtos, que impeçam a concretização de programas governativos, nem tão longos, que permitam esquecer-se o corpo eleitoral. Esta vinculação, cujo grau acompanha a democracia, reclama a publicidade dos atos governamentais, por isto que é indispensável possibilitar-se o controle efetivo e a responsabilização do governante!” (opus citae – fls. 27) Que saudade do Dr. Justino Vasconcelos, que saudade de suas diretivas, quando hoje vivemos com uma república relativizada onde os executivos se reelegem em todos os âmbitos federativos e com isto, pela persistência no poder, mais e mais distanciam-se da Sociedade Civil de quem receberam esta suprema delegação, fazendo do Estado, legítimas capitanias hereditárias de uma partidocracia que, pelos mecanismos travados de controle, em razão da dissolvência partidária e ideológica, através de um Presidencialismo de Coalizão, verdadeira ditadura civil bastarda, fiquem literalmente travados os processos de responsabilização pública dos mandatários como o Impeachment; refletindo-se esta reiteração pela indicação de Conselheiros nos Tribunais de Contas; de Juízes para as Cortes Superioras, indicações renitentes que dissolvem o aforisma de Canotilho que diz que a Constituição deve ser o Estatuto Jurídico do Político. Isto é dizer que o Político deve sofrer o controle maior do Jurídico, através de seus tribunais Superiores, do Supremo e da Constituição Federal Lei Maior que deve se quedar acima do Poder Constituído. Mas é lá do passado que Justino Vasconcelos, com o látego contido em sua verve ungida no Templo da Democracia, como estabelece os parâmetros de sua nascente. É ele quem diz açoitando do passado estas coligações esdrúxulas que matam a voz dos partidos e os transformam numa candente ironia “democrática,” seja, com inúmeros partidos não se tem a democracia. É ele que diz e ironiza explicitamente: “Tão imprescindível a fiscalização que, no regime democrático, para mantê-la viva e atuante, ela se constitui no principal encargo da oposição. Repugna, saliente-se, a mera oposição de nome, decaída em cumplicidade, superficial como veste, infiel ao próprio conteúdo ideológico e programático.” Fustigava ele a sua realidade, aquela denunciada pelo inesquecível deputado Britto Velho, que renunciou para não ser um mero decoro republicano e um simples adorno a uma democracia fenecida daquela época, mas também, como um arauto do passado, cuja voz tonitruante ecoa para o futuro para denunciar estas coligações espúrias que coonestam uma democracia que faleceu entre os conchavos oligárquicos das máquinas partidárias que vendem e sepultam a república em seus crimes de simulação que transformam a deusa da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, numa mera ficção jurídica para iludir e desapossar a Sociedade Civil do Estado que deve estar a seu serviço e não da camarilha que trai os ideais da república assassinando-os no cadafalso publico e diuturno da nossa política de cada dia. Que saudade Dr. Justino Vasconcelos, de sua respeitabilidade para com o escudo destes valores alardeados em suas conferências, em seus escritos, voltar no tempo, e estar aqui conosco para recomeçar esta luta de Sísifo de que nos fala Albert Camus…esta luta incessante do Direito para conter a Política em seus Limites usufruindo-se desta condição do estado de civilização. É Justino Vasconcelos, que recitando os mandamentos do advogado de Eduardo Couture que brada pela independência da cidadania, do advogado. Dizia ele: “Houve um homem, Senhores, houve um Advogado que, à solicitação de Caracala para escusar-lhe o crime, retorquiu altivo: “É mais fácil cometer o parricídio do que justifica-lo”. E PAPINIANO foi abatido, pelos sicários do Imperador. Houve um homem, Senhores, houve um advogado que, depois de ter sido Primeiro Ministro, respondeu a Henrique VIII, quando o emissário deste, pela derradeira vez, na hora da execução, lhe instava pelo apoio: “Acima do interesse de salvar minha vida, está o dever de respeitar minha consciência”. E TOMAZ MORUS curvou-se para o cutelo do carrasco. Houve um homem, Senhores, houve um advogado que, perante a Convenção reunida contra Maria Antonieta e Luís XVI, clamou: “Trago-vos a verdade e minha cabeça; podeis decepar-me esta, mas apenas depois de terdes ouvida aquela”. E MALESHERBES foi, também, guilhotinado. A esta estirpe que, milênio após milênio, vem enriquecendo a humanidade, com os DEMÓSTENES e os PÉRICLES, os GRACOS e os CÍCEROS e os CATÕES, os MORUS e os IHERINGS, os JUAREZES e os CAVOURS, os RUIS, os WILSONS, e os ROOSEVELTES e os GHANDIS, a essa linhagem da nobreza maior, não do sangue, nem da força, mas da coragem cívica e da alma, a ela é que nós pertencemos.” Disse Justino Vasconcelos em 2 de dezembro de 1969 perante o II Congresso de Advogados do Rio Grande do Sul.
Eu, hoje, escolhido pela Academia Rio-Grandense de Letras para homenageá-lo com este panegírico, digo, com orgulho da representação, pois ela se esteia em pedra de lei, em alicerce imarcescível, incluo-te também a ti Justino Vasconcelos nesta galeria desta mesma nobreza que enumeraste e que Ortega y Gasset também enumerou em sua obra a Rebelião das Massas pois tu, meu imortal confrade, fazes parte desta minoria de excelências produzida pela Humanidade e que a conduz pelos caminhos de sua história. Tens a mesma genética, a mesma composição do aço que plasmou os valores da Democracia, da Virtude, da Justiça, e da Liberdade e também da Igualdade, por qual propugna a Advocacia, tanto a pública como a privada. Foste e ainda és voz viva porque és um imortal!!! Perseguindo o garbo de teu espírito recito de Sucata tua derradeira obra poética entre o Tempo de Orar, o Tempo de Sofrer, o Tempo de Viver, o Tempo de Amar e o Tempo de Cantar, como distribuístes teus versos, escolho o canto do Tempo de Viver intitulado CAVALO que assim entoa seu canto heróico:

Dispara,
Cavalo de patas de aço,
De juba de aurora,
De sangue em vulcão!

As fontes, cavalo,
Já se envenenaram,
Sem grama e orvalho
Não volta a manhã.

Dispara, cavalo!
Descobre outro tempo,
Conquista outro verde,
Cavalo de lava,
De clava e de lança,
Os nervos em sol!

Dispara, cavalo!
Eu quero outra lua
Que os homens não vejam,
Distante, imortal.

POR TUDO…REPITO…QUE SAUDADE DO DR. JUSTINO VASCONCELOS BELÉM DO PARÁ 20.07.2014
OBRIGADO…..SÉRGIO BORJA – 06.08.2014

A POLÍTICA IRRESPONSÁVEL DO BANCO CENTRAL DE DILMA (DOPING ELEITORAL & MUNICIAMENTO DA EXPLOSÃO INFLACIONÁRIA DE DOIS DÍGITOS PARA 2015 COM PIB MENOR QUE 1% !!!)

A POLÍTICA IRRESPONSÁVEL DO BANCO CENTRAL DE DILMA (DOPING ELEITORAL & MUNICIAMENTO DA EXPLOSÃO INFLACIONÁRIA DE DOIS DÍGITOS PARA 2015 COM PIB MENOR QUE 1% !!!)
Estamos novamente em época pré-eleitoral e o governo de novo interfere na economia visando obter vantagens tomando providências econômicas para dar uma sensação artificial de conforto ao mercado, dando liquidez aos que estão em estado de pré-inadimplência e mesmo pré-falimentar, estimulando o consumo de forma distorcida para aliviar os estoques das empresas que não souberam planejar sua produção e não tiveram a visão das incongruências e inconsistências da política governamental que não passa de um mero engodo eleitoral. Vários economistas cognominam este tipo de estímulo como keynesianista. Na realidade sir John Maynard Keynes deve estar dando voltas no caixão revoltado com este tipo de impostura com relação à sua teoria que é aplicada de forma distorcida, sem planejamento nenhum, com a finalidade explícita de conseguir amenizar e passar uma sensação de conforto ao mercado, retirando através da injeção de dinheiro a protelação no tempo e mesmo a agravação, do estado de inadimplência, concordata e falimentar de vários produtores e consumidores que não sabem fazer a leitura das inconsistências e incongruências governamentais cujo único planejamento é desafogar afogados para ganhar as eleições em outubro, mesmo que crie com isto a mãe de todas as crises e que potencialize a inflação, a partir de fins de 2014 e 2015, para o patamar estratosférico de dois dígitos. Em 2012 o governo Dilma utilizou-se do mesmo artifício a que cognominei de doping econômico eleitoral em artigo publicado em meu blog: http://www.sergioborja.com.br/?p=147  O Banco Central, nesta época expandiu o meio circulante ou base monetária, como é chamado o dinheiro em moeda circulante, emitindo moeda e causando uma expansão de 50% do meio em apenas 5 meses, de maio até outubro, causando uma expansão de 10% ao mês. Isto não gerou uma inflação no mesmo patamar pois foi compensado, em tese, pela desvalorização exógena do dólar e de todas as demais moedas que acompanham o sistema Guerra das Moedas, pois há uma inflação monetária pública, buscando um currency em baixa, como chamei, logo após a deflagração do Acordo Plaza, a partir de 2002 cuja meta, em tese, é uma equipolência maior com o yuan, que teoricamente deveria mermar sua queda, mas é renitente a meta, como política de governo, mas como indução dos meios exógenos e endógenos à China, levarão inevitavelmente a um estancamento de sua possibilidade de manobra como política de dumping monetário baseada na sua ditadura interna que, com os níveis de civilização e de distribuição de renda levarão inevitavelmente a uma conscientização do povo chinês fazendo com que tenha exigências trabalhistas e previdenciárias para com o regime, melhorando assim seu nível de vida e, de alguma forma, refletindo-se isto numa queda da impostura de suas vantagens comparativas baseadas no represamento destas demandas que traduzem “mais valia” direta para seu lucro em relação ao seus custos. O Banco Central Brasileiro tem plena consciência do efeito Guerra das Moedas mas distorce, via de regra, a política correta em razão das interferências constantes da Presidência na área da política. Acho até que isto poderia ser objeto de responsabilização perante a Justiça Eleitoral, pois a Economia é uma ciência que tem seus parâmetros discutidos e distorcidos pelos políticos em razão de seus apetites que aplicam os postulados econômicos, não com a finalidade do bem supremo da coletividade, do bem público, mas com o desiderato único de permanecerem no poder fazendo tudo para obter esta finalidade. Assim é que Dilma e seu Banco Central agora, além de emitirem neste ano a quantia de 50 bilhões de reais, aumentando o meio circulante em algo em torno de 25% a 30%, recentemente, a uma semana atrás, baixaram a necessidade de depósito compulsório dos Bancos, que visa sanear o sistema, liberando uma quantia em torno de 45 bilhões dos bancos, que é dirigida diretamente para alimentar o crédito bancário. Todas estas providências criam uma sensação de bem estar que é como se usássemos, na medicina tradicional, alopática. Alopatia é um termo introduzido em 1810 por Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843), considerado o Pai da Homeopatia, para descrever técnicas de tratamento que sigam o princípio “Contraria contrariis curantur” que seria oposto ao “Similia similibus curantur” (semelhantes são curados por semelhantes), base terapêutica da homeopatia. A “medicina alopática” é uma expressão usada normalmente por homeopatas e defensores de outras formas de medicina alternativa para se referirem à utilização, por parte da medicina convencional, de agentes farmacologicamente ativos ou intervenções físicas, com o objetivo de tratar doenças, suprimir sintomas ou processos fisiopatológicos. Assim é que usamos de remédios para tirar a dor de um câncer tomando um comprimido de ácido acetil salicílico (melhoral, fontol…etc) protelando através da ilusão do sistema, que se utiliza da dor para denunciar as causas. Como um curandeiro de segunda categoria o governo ataca sintomas eliminando-os e causando a longo prazo a morte de todo o sistema pois fatalmente o ano de 2015 será um ano de profunda crise econômica causada pelos tratamentos induzidos deste governo. Todos estes dois processos inflacionários de liberação monetária, emissão dos 50 bilhões, mais liberação de 45 bilhões dos depósitos compulsórios unir-se-ão com os efeitos causados pela política salarial de concessão de aumentos com ganhos acima da inflação, concessão de bolsa família verba esta em bilhões que entra diretamente em consumo aumentando com a outra a demanda, fatal abertura, depois das eleições, seja o governo que for, do represamento do custo energético, seja do preço da gasolina, seja do fuel\oil, seja do preço da energia elétrica, em razão do financiamento da distribuidoras, pelo governo de mais de 50 bilhões para custear a geração termo que supre a carência hidro do sistema em razão dos baixos estoques, aliado ainda ao preço retido, que visava mermar a inflação no ano pré-eleitoral, represamentos estes que redundarão, inevitavelmente em índices de reajustamento para que o sistema não entre em falência, seja de parte da Petrobrás, seja de parte do sistema de produção e distribuição de eletricidade nacional. Dilma e seus assessores do Banco Central, Mantega e Tombini, estão carregando aqui e agora, neste período eleitoral, através da diluição dos sintomas de crise, a recaída com força redobrada para a virada de outubro, quando inevitavelmente, com este ou sem este governo, estatizado ou mesmo privatizado, o mesmo terá de reajustar-se em conformidade com os custos internacionais sob pena de entrar em falência total e gerar ainda uma crise ainda maior. Este cenário complica-se ainda mais com o processo queda da credibilidade externa que fará com que aumente ainda mais a queda do nível do IED, do vermelho no Balanço de Pagamentos, nas Transações Correntes, com o desequilíbrio nas amortizações, tanto da dívida interna, cujo “SUPERAVIT PRIMÁRIO” mais e mais se estrangula e se desequilibra, com o agravamento também da divida externa, potencializada pela impostura da política de Swaps, que suja o valor do câmbio, mantendo-o num patamar que beneficia a indústria, que é o setor mais sensível ao processo Guerra das Moedas, com a queda renitente, que já começou ainda lenta do nível das reservas que estão descendo ainda de forma baixa numa média de 7 bilhões por ano, mas que aumentarão e que o governo, em alerta, tenta estrategicamente socorrer-se, para não cair nas exigências do FMI, fundando um banco através dos BRICS, cujo maior detentor em ações é a China que visa, como política imperialista nos tornar um fornecedor cativo de comida para sua população comedora de insetos e cães, substituindo estes desvios heterodoxos alimentares pelas proteínas tradicionais fornecidas pelo Brasil, retirando, da mesma forma pelas exportações que aumentarão, mais mercadorias de nosso consumo e de nossa população, aumentando assim o preço em nosso mercado destes insumos alimentares e aumentando da mesma forma o nosso preço de custo de mão de obra, retirando assim a mais valia de nossa indústria e arruinando da mesma forma com nossa competitividade. Para não termos esta inflação de demanda – que aumenta as inflações outras descritas causadas pela emissão monetária, política salarial acima da inflação, oferta de crédito inflacionada, teríamos de aumentar a produtividade agrária, aumentando a zona de produção e incorporando outras, para o dobro do que produzimos com uma política agrária decidida neste favor. Como os governos são míopes e isto não virá, o ano de 2015 será o do PIB menor que um dígito, inflação de dois dígitos, aumento dos níveis de desemprego, crises das dívidas das prefeituras e estados, redundando em crise política pela falta de pagamento aos professores, funcionários e brigadianos do sistema municipal e estadual e crise disseminada da união com fortes possibilidades de “estalidos sociais”. Se esta esquerda míope estiver no poder acusará os imperialistas americanos e os oligopólios internacionais reagindo a la Chavez repito, acusará os outros do que ela mesmo de forma incompetente está semeando agora…se outro governo a substituir, o que há uma margem pequena de possibilidade em face das manobras que ela faz com a máquina pública, e o uso do Banco Central através de dopings eleitorais, como descrito, ela então acusará da crise que plantou agora e que o governo que a substituirá será tragado, repito, o acusará e o acossará com suas guerrilhas devidamente semeadas por todo o território nacional na forma de MST, MSTA, índios e quilombolas, Black Blocks, etc, e toda a catrefa de polarizações em que coloca Brancos x Negros; Ricos x Pobres; Cidade x Campo; Jovens x Velhos; Homo x Hetero; Feminino x Masculino; Pais x Filhos; Professores x Alunos e todo o tipo de polarização que cria na Guerra de Todos contra todos, reedição de sua famosa Guerra de Classes, para assim desestabilizar tudo em seu processo revolucionário que nivela por baixo para assim, dividindo todos e em quanto todos lutam, assim poder dominar do alto de sua mediocridade e de sua miopia ideológica que mente para si própria dizendo que vem para redimir os mais fracos de forma messiânica com um Chavez terceiro mundista e um Fidel com seus países de favelados, transformando-nos em mais um país favelado do mundo pois são adeptos da favela, da miséria e da igualdade dentro da miséria pois este é o legado histórico real de todas as utopias socialistas e comunistas….seu neo-aliado a China é um peão shop sui capitalista socialista…..que usa a ditadura excludente para retirar os direitos dos trabalhadores chineses, dando mais valia ao Estado Capitalista Chines dominado pela partidocracia da nomenclatura dos comunistas!!! Nosso destino ao lado da China é transformarmo-nos numa nova Coréia do Norte sob uma ditadura comunista fornecedora de alimentos baratos e abundantes para a China!!! Os Estados Unidos da América não estão nem aí com o que acontecerá pois eles já negociam com a China e seus bancos e seu capital oligopolístico, assim como o europeu, tem lucros assombrosos na China, assim como repassam mais de um trilhão de dólares papel inflacionário, sem lastro, para os chineses….Ou lutamos para sair deste alinhamento tétrico…e voltarmos as nossas alianças tradicionais…ou sucumbimos ao processo de favelização e ao domínio ideológico que já está presente nos controles dentro das universidades e escolas….já está presente na heresia de reescrever a obra de Machado de Assis, de forma simplificada para a patuléia ou de reescrever ou glosar a obra de Monteiro Lobato. Que está presente no que João Ubaldo Ribeiro através de seu último artigo “O uso correto do papel higiênico” que pode ser lido no link entre parenteses (http://oglobo.globo.com/opiniao/o-correto-uso-do-papel-higienico-13297732  ) fez sua última denúncia do regime infame que querem nos impor!!!!

BRICS E A POLÍTICA INTERNACIONAL DE DILMA OU UM TIRO NO PÉ DOS TRABALHADORES BRASILEIROS!!!!

BRICS E A POLÍTICA INTERNACIONAL DA DILMA: A OPÇÃO PELO JOGO DE CENA GOVERNAMENTAL EM DETRIMENTO DOS VALORES DO TRABALHO!
A política atual brasileira que propiciou recentemente um encontro dos BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e Sud Africa (União Sul Africana) desponta, num primeiro momento, como uma política estratégica altamente libertadora. No entanto ela, analisada perfunctoriamente, não passa de um jogo pirotécnico que procura manter cativos os eleitores tradicionais da esquerda extremada, justificando a política internacional por uma demonstração de soberania e independência, frente ao poder hegemônico anglo-saxão. Esta política tenta aplicar ao problema de inserção monetária\financeira e suas afetações intrínsecas a possibilidade de uma mudança de cenário que preservaria a independência e a soberania dos BRICS e, para o Brasil, em época eleitoral, justificaria ideologicamente, com coerência, toda uma movimentação de sua política internacional sob o governo do atual partido no poder, o PT. Em suma esta política visa ser uma resposta ao problema Guerra das Moedas conceito descoberto por mim na década de 90, pois no dia 15 de julho de 1998, com um artigo publicado nesta data no Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul, nominei e descrevi, de forma perfunctória, o fenômeno mundial monetário e de crédito, tanto público estatal, como privado, que estávamos passando naquela ocasião e que tomou os rumos descritos na parte final do artigo em tela. Naquela época dos anos 94 em diante passamos pelo estabelecimento de um sistema monetário similar ao dólar ou seja o estabelecimento de uma legítima placa tectônica monetária com valor similar ao dólar. Foram o Plano Real estabelecido por FHC, o Plano Menem do Austral, estabelecido na Argentina e assim por diante na maior parte dos países sobre a influência do dólar. Nesta época a União Europeia passara a anunciar o fechamento de sua união monetária o que, em razão de uma possível concorrência monetária entre os currencys dólar e euro, fez com que os americanos antecipassem, com base nas teorias de Robert Mundell, prêmio Nobel de Economia, a implantação, auxiliada pelos entes multilaterais de Breton Hoods, a OMC, o GATT, o World Bank e o FMI, de um legítimo sistema de “Currency em Alta” em que as moedas de todos os países sobre o guarda-chuva ou a forte influência da “placa do dólar” emulassem de alguma forma o valor simétrico desta moeda. É a implantação da teoria das simetrias e assimetrias. Conectando-se os mercados globalizados através da simetria monetária se conectariam, da mesma forma, era de supor-se, os mercados através de suas assimetrias que se compensariam propiciando uma sinergia incrível das chamadas “vantagens comparativas” de determinadas regiões que assim especializar-se-iam, somente com relação as estas vantagens atingindo patamares ainda maiores de produtividade e rentabilidade baixando violentamente os custos e produzindo uma mais valia incrível para o capital, distribuindo, da mesma forma vantagens participativas aos trabalhadores em todas as latitudes banhadas pela globalização!! Esta política, como eu acusara de forma contundente o Plano Real, desde o seu começo, não poderia trazer bons resultados porque de alguma forma, embora pelas importações substitutivas das vantagens comparativas externas e potencialização das internas, mermasse e estancasse o processo inflacionário criando um novo Direito à Moeda, desconhecido pelos trabalhadores dos países emergentes sempre submetidos ao imposto indireto da inflação, no entanto, a contra horário, produziriam o maior sucateamento e destruição dos parques industriais destes países, como no caso do Brasil. Num artigo publicado na Gazeta Mercantil, da época, eu acusava sob o título de o Dólar e o Real este processo diferenciado da aplicação da política de Currency Board em Alta e seus efeitos para os EUA e para o Brasil. Estes efeitos são os mesmos e atuais que causam a placa tectônica do euro na Europa Unida potencializando a Alemanha e a França, esta com mais perdas, em detrimento dos PIGS – Portugal, Irlanda, Grécia e Spain (Espanha), que se encontram na mesma situação do Brasil na época de sua inserção na Placa do Dólar, ou seja, na época do Plano Real, com cotações monetárias idênticas. Provei que o estado nacional cuja planta de produção de produtos agregados fosse mais sofisticada e com agregação tecnológica, na realidade a moeda alta ainda beneficiava mais este tipo de perfil enquanto, de forma contrária, o estado nacional onde a produção fosse mais simplificada e sem agregação tecnológica ou de manufatura aos seus produtos, onde não tivesse vantagem comparativa, seria o processo de extinção da sua indústria e atividade manufatureira. O cenário descrito por mim por antecipação e as crises advindas foram certeiras. Tudo o que disse que ia acontecer com os devidos ataques especulativos – na realidade efeitos das más políticas e estratégias alvitradas – redundaram numa profunda crise econômico política que fizeram com que estas moedas do câmbio fixo adotado resvalassem, sem alternativas para a busca de um sistema de câmbio flutuante ou mais perto desta alternativa, desalinhando-se todo o sistema anteriormente alinhado ao padrão monetário dólar que estava mais alto que o próprio euro logo após criado. No próprio artigo escrito em 1998 – que antecipou o livro chinês Currency War escrito em 2007 e seu homônimo inglês escrito em 2010 – eu supus, no fim do artigo, com uma maestria que até eu mesmo fico admirado desta perspicácia, que o sistema de Currency Board – com o dólar como moeda padrão – só daria certo se o Feed e o dólar praticassem um “mergulho” – looping – em busca de uma possível paridade com o yuan chinês. O Estado Nacional chinês continental é uma ditadura comunista que abriu seu mercado controlado para o capital globalizado mundial. Assim todos os capitais internacionalizados, com as garantias de não desapropriação que canalizavam estes aportes para a China, mudando toda sua forma de vida, faziam com que houvessem, no oriente a existência de dois fenômenos básicos propiciados pelas vantagens comparativas chinesas, seja, uma população massiva de mais de 1 bilhão de pessoas dominadas por uma cultura de alta educação e condicionamento psíquico que propiciam, face ao número e a contenção dos individualismos – budismo – confuncionismo – comunismo – facultam em razão destas injunções uma maior possibilidade de potencialização do processo de MAIS VALIA exposto por Karl Marx em seu livro Das Kapital. A alocação de recursos parcos e multifacetários de uma alimentação não ortodoxa, mas altamente heterodoxa – chineses comem insetos – cães – etc – tornam altamente baixos os valores de sustento e alimentação da pessoas somados ainda aos programas habitacionais que tornaram baratas as formas de residência, tornando, pela soma de ambos os fatores – alimentação, residência e deslocamento racional (coletivo ou setorial) – tornaram muito baixo o custo da mão de obra potencializado ainda este custo pela inexistência de direitos sociais em face do sistema ditatorial – chineses trabalham por centavos de dólar, comem mal e moram mal – ou com custos baixíssimos…então o custo social baixo – DUMPING SOCIAL aliado ao DUMPING MONETÁRIO – o yuan é uma moeda muito baixa em relação ao dólar – todo este sistema atraiu a capitalização feita pelo sistema ocidental que globalizado migrou para a China transferindo tecnologias e grandes aportes de capital. Esta é a causa do fenômeno chinês. O problema dos estados nacionais sob a moeda dólar, não é um problema só do dólar, como moeda fiduciária desconectada de uma relação com o outro – como expôs nos idos de 1960 – Robert Triffin – que em seu Paradoxo em sua obra Dólar Crisis – expunha o calcanhar de Aquiles de todo o sistema monetário internacional baseado, até aquela época, na relação do dólar com o ouro que era depositado em Fort Knox a razão de 35 onças troy por dólar. O dilema de Triffin provou que, como moeda internacional, o dólar teria de passar inexoravelmente por um processo de inflação ou verdadeira emissão sem lastro, em virtude das descobertas de ouro e sua produção não terem uma correlação com o boom do desenvolvimento econômico do mundo como um todo, mantendo assim uma relação de meio monetário para facultar os negócios internacionais com a liquidez necessária. Assim é que a grife americana antigamente lastreada passa a ser uma moeda fiduciária (de confiança) obtendo mais e mais conversibilidade e capilaridade como nenhuma outra moeda global passando a ocupar 78% dos negócios no mundo atualmente. Hoje, conforme já comprovei em vários de meus artigos, os americanos saíram da política de Currency Board em Alta, que era a política dos anos 90, que tentaram fechar uma grande placa tectônica sob o comando do dólar mas, que que no fim dos anos 90 e começo dos anos 2000 redundaram em uma das maiores crises monetárias e financeiras por qual passaram todos os estados nacionais submetidos ao processo de globalização. De lá para cá, a partir do ano 2002, como eu predisse e disse no artigo Guerra das Moedas escrito em 1998, uma planta sob a hegemonia do dólar só daria certo se fosse feita por um e através de um Currency em Baixa. Foi o que os americanos, através do Acordo Plaza, em 2002, passaram a fazer, isto é uma emissão ou expansão monetária causando, num primeiro momento uma desvalorização de 30% ao dólar com a sequência gradativa de desvalorizações constantes, sob a minha ótica e a ótica da teoria Guerra das Moedas, buscando uma correlação com o yuan, pois a imigração de capitais para a china – do mundo ocidental – pela existência do Duping Monetário e Social causavam um abalo e crises intermitentes nos países emergentes sob o jugo do dólar e que tivessem uma cotação mais alta com uma planta produtiva sem vantagens comparativas reais na inserção globalizada. Assim é que a Presidenta Dilma, quando pensa estar optando por independência aliando-se aos BRICS, na realidade faz um mero jogo pirotécnico de aparências pois os próprios BRICS estão todos eles, SEM EXCEÇÃO ALGUMA, sob a influência e a PLACA TECTÔNICA DO DÓLAR. A China, além do capital americano que emigrou para lá buscando as suas vantagens comparativas – produzir sem leis sociais e com dumping monetário – o que aumenta o lucro violentamente – ela detém mais de 1 trilhão em divisas americanas – PAPÉIS E FIDUCIA (CONFIANÇA) – da mesma forma a Rússia com 500 bilhões em divisas americanas seguindo logo atrás o Brasil com algo em torno de 378 bilhões de dólares em divisas.
Assim é que o Brasil une-se com países, na maior das partes localizados na ÁSIA e estrategicamente – geopoliticamente – muito distantes estrategicamente do Brasil contrariando todo o sistema de segurança nacional pois desacopla o Brasil, de alguma forma, de sua inserção ocidental de aliado tradicional do sistema Anglo-Saxônico – desde o Tratado de Windsor, em 1321 que Portugal era aliado da Inglaterra e que enfrentou a Inglaterra sobre Felipe II e depois contra Napoleão Bonaparte, em 1808. A família real portuguesa veio para o Brasil numa frota inglesa comandada por Sir Sidney Smitt. Chegando ao Brasil abriram os portos as nações amigas, isto é, Inglaterra e seus aliados. Assim foi posteriormente na primeira guerra mundial e na segunda guerra mundial quando o Brasil foi aliado destas potências inclusive na Guerra Fria, quando através do Golpe ou Revolução de 64 opta pelo sistema Ocidental em detrimento do alinhamento com a China, URSS e o seu satélite Cuba. No mundo em que vivemos o sistema Socialista ou Comunista tem tomado um vareio de 10 a 0 do sistema capitalista. A velha URSS, que sob Gorbachev tentou através da Perestroika e da Glasnost, reciclar-se democraticamente não conseguiu sustentar-se estilhaçando-se em mais de dezena de novos estados nacionais cuja maior parte passou a integrar a União Européia sob a hegemonia da Alemanha, agora em seu 4ºReich, pois em dar um tiro, através da diplomacia, com o auxílio da França, uniu a Europa, sob um mesmo regime, uma mesma bandeira, constituição e moeda, formando o maior estado nacional pós Moderno!!! Fazendo assim veraz o sonho de Proudhon que via nestes novos séculos a era da implantação das macro-federações mundiais!!! A Rússia quedou-se diminuta e quase reduzida a ser uma potência asiática e considerada, pela disciplina das Relações Internacionais, uma potência imperfeita pois formada de várias nacionalidades que as vezes tem uma tendência muito grande ao fenômeno da força centrífuga – ao estilhaçamento ou esquartejamento – seja, processo de secessão. Estamos vivendo agora, de forma atrasada, um reflexo de sua antiga perda de território, a Ukrânia e seus desdobramentos. A China, como já falamos, está como o Brasil do tempo da ditadura, pois embora com uma ditadura de esquerda, é um processo similar, em sistemas não democráticos os operários não podem reivindicar salários e direitos e assim a MAIS VALIA sobre seu trabalho é muito maior para o capital que explora esta eventual força de trabalho. A China, com tudo o que tem, na realidade é um PRODUTO MISCIGENADO entre a cultura chinesa e o CAPITAL GLOBALIZADO NORTE AMERICANO E EUROPEU QUE LÁ ESTÁ!!! Posso fazer uma pergunta que ficará sem resposta pelo governo brasileiro de Dilma: Porque vocês não lutam pela implantação dos vetores da Organização Internacional do Trabalho OIT para a defesa dos trabalhadores chineses espoliados e que causam a espoliação de nossos trabalhadores aqui no Brasil e em todo o mundo subdesenvolvido e emergente?! Esta luta é a que seria mais consentânea com a doutrina esposada pelo partido que ocupa o poder e dá forças a Presidente Dilma. Defender os trabalhadores chineses seria defender o PROLETARIADO DO MUNDO EMERGENTE E SUBDESENVOLVIDO que vê suas empresas e indústrias serem destruídas pela CONCORRÊNCIA PREDATÓRIA DO CAPITALISMO INTERNACIONAL INSTALADO NA CHINA E QUE EXPLORA OS OPERÁRIOS E OS TRABALHADORES CHINESES!!!! Porque não faz…porque os DITADORES CHINESES com os quais se alia não permitem e preferem uma aliança com o CAPITALISMO INTERNACIONAL produzindo um crescimento de mais de 7% do PIB ao ano, o que já atingiu em anos passados até uma expansão de 14% ao ano. Mais, a China, por adotar este modelo dá preferências maior ao sistema do Bretton Woods antigo, que lhe beneficia, do que enfrentar, o que deveria por consequência ideológica, que é ver a redenção de seus trabalhadores aumentando o seu nível de satisfação, salarial e previdência e direitos sociais. Não faz por que com isto perderia a competitividade ou seja A MAIS VALIA que o sistema de operariado inserido no mundo ocidental, mormente aqui no Brasil com as leis getulistas, conservadas pelos militares e pela Nova República sob a constituição de 1988, não permitem pois protegem o trabalhador dando-lhe um salário mínimo com direitos previdenciários e de saúde. A adoção desta política em Direção aos Brics não oferece riscos somente ao Estado Nacional Brasileiro e seu território – altos vazios demográficos na Amazônia etc – mas oferece RISCOS IMEDIATOS ao próprio operariado brasileiro frente ao processo de globalização pois o aliado chinês ao governo brasileiro é um aliado completamente sem escrúpulos que trai a doutrina maoísta e comunista – em detrimento do trabalhador – para valorizar o capital que produz assim potencializado por Dumping Social\Trabalhista e Dumping Monetário!!!! Será que o governo não pensa em tornar-se como o governo chinês também uma DITADURA, como o é a Russia também sob Putin, e explorando o seu povo trabalhador usar dos mesmos subterfúgios chineses, sem democracia e com ditadura, extirpar os direitos dos trabalhadores – como já estão paulatinamente fazendo com a chamada flexibilização – e assim limpar o Estado Nacional de seus custos…racionalizando-o e desregulando-o, não sob o regime capitalista, mas numa forma granchista de autofagia de classes, unindo o capital financeiro e industrial ao neo-estado ditatorial tipo chinês, para assim enfrentar a globalização?! Isto seria uma petição de princípios pois seria atacar o capital através de uma criatura que vem do capital, seja, a China e seu governo, como o pobre do presidente russo embretado na Ásia pois já perdeu a Bielo-Rússia, a Ukrânia, a Letônia, a Estônia, a Lituania, a Armênia, a Geórgia e outro estados que não suportaram mais a federação da URSS…são cenários possíveis dentro de um pseudo jogo de poder que vislumbra o poder pelas suas imagens mas que não o elucida pela sua real dimensão, seja, o poder do capital que está por trás de todos os atuais regimes mundiais, sejam eles capitalistas ou comunistas!!!! Em suma, a presidente Dilma, pensando fazer uma frente anti-norteamericana na realidade passa a trabalhar para o peão da globalização a China, que para sair da heterodoxia alimentar – comer insetos e cães – passa a importar commodities da América, com os dólares podres americanos – causando inflação de demanda alimentar que causa aumento de nos produtos para o nosso povo, aumentando por sua vez custos e nossa MAIS VALIA INTERNA (diminuindo) e, ao mesmo tempo, detonando nossa indústria, que com real potencializado, não funciona e vai cada vez mais sucateando e perdendo vagas. Em suma é uma aliança que dá um tiro no pé, do estado nação brasileiro e ao mesmo tempo dos trabalhadores e por reflexo no capital tupiniquim brasileiro que cada vez mais é absorvido pelo multinacional!!!! BELÉM DO PARÁ – RUA FERREIRA CANTÃO – EM 17.07.2014

DILMA PERDERÁ AS ELEIÇÕES POR CULPA DO SEU “FOGO AMIGO”: A COPA DE LULA E O SEU BANCO CENTRAL

DILMA PERDERÁ AS ELEIÇÕES EM RAZÃO DE SEU FOGO AMIGO: A COPA DE LULA E O SEU BANCO CENTRAL

A sorte de Dilma foi determinada fatalmente por Lula e sua escolha pelos dirigentes do seu Banco Central e sua política Keynesianista em plena Guerra das Moedas. Seria praticamente impossível à oposição enfrentar o Presidencialismo de Coalizão este fenômeno criado pela extinção da Ideologia e dos Partidos que como filiais, comprados pela moeda de troca de Ministérios, Secretarias, Cargos em Comissão, Emendas, etc…alienam sua identidade partidária, distanciando-se e tornando-se estranhos aos comandos da Sociedade Civil. Fazendo isto configuram, com o processo de reeleição implantado pelo PSDB que quebrou o bloco de constitucionalidade brasileira que não permitia a reeleição, a destruição da tri-partição do poder na forma descrita como inferno constitucional pelo professor Giusti Tavares, que demonstra em sua tese doutoral a inteiração entre a dissolução partidária e a separação dos poderes e ainda o constitucionalista emérito alemão Karl Loewstein que descreve este problema. Assim é que a reeleição de Dilma estava devidamente asfaltada e segura em frente ao domínio da máquina pública e a adesão fisiológica dos mercenários que sacrificavam sua ideologia por cargos e prebendas públicas. Lula, com sua onipotência introduziu na certeza da reeleição o aleatório pois transferindo a Copa para o território nacional, em primeiro lugar expôs a opção do governo pelo tapete do jogo, assim como FHC expôs o Brasil a toalha verde da especulação financeira com seu plano real, o que individou o Estado Nacional em 760 bilhões de dólares com a perda de 70bilhões no clímax de 1998. Sim Lula introduziu o aleatório numa reeleição que era certa…e agora, nos 20 minutos do primeiro tempo as chances de Dilma se estilhaçam pois a seleção alemã, com uma precisão incrível, aplica 5 gols a zero na seleção canarinho colocando a reeleição de Dilma na privada. A população, nos protestos de junho de 2013, já havia estabelecido o cotejo entre investimentos em pão e circo e a falta de investimentos em educação, saúde e segurança. Pior ainda é o trabalho do Banco Central. A partir do ano de 2010, sem me consultar, apropriaram-se de meu conceito Guerra das Moedas, no mês de outubro daquele ano. Abri um jornal e vi tudo o que tinha escrito transcrito no jornal e afirmado por Guido Mantega. Que os países estavam numa Guerra das Moedas comandadas pelos Estados Unidos da América e que eles levariam este país e os demais denunciando-os perante a OMC e o GAT. Pedi até de ação administrativa que reconhecessem meus créditos pois em 1988 havia escrito, antes de um chinês e antes de um inglês, que escreveram respectivamente em 2007 e 2010 livros intitulados “Currency Wars”. Deixaram-me a ver navios. Entrei com uma ação perante a Justiça Federal e em razão dos conselhos de meus colegas advogados baixei o valor da causa pois é tradicional no Brasil e meus colegas advogados professores e colegas de faculdade diziam e confirmavam…”pata de cavalo, sentença de juiz e jogo…”(para não ser preconceituoso retiro a referência feminina) não se sabe para que lado saem..” ; Assim é que entrei com ação na Justiça Federal e uma Juiza Substituta disse que eu não tinha direito a receber indenização alguma….se tivesse entrado em alçada maior sairia devendo milhões para a União e ainda me assaltariam o patrimônio que juntei durante toda a minha vida…ressabiado da vida…e aconselhado por colegas…contrariado..entrei nesta alçada…e tomei de 10 a zero…no entanto minha TEORIA FUNCIONA. É só conferir em meu site e eu disse…o PIB vai ser em 2013 e 2014 nano; a inflação virá; e tudo veio e tudo deu certo…eu tinha dito que a Dilma ganharia mas com os amigos que tem, o Lula e o Banco Central ela não vai ganhar…..Vai ser um Jogo contra a seleção alemã…vai tomar de 10 a zero…todos os mercenários vão vende-la em praça pública….os políticos podem fazer o que fazem ficar aliados com o PT por questões de interesse de manter os seus cargos e seus interesses fisiológicos mas, no entanto, o povo não é bobo e vai desvincular-se de seus deputados na eleição majoritária da presidência da República. O Banco Central, outro fogo amigo da Dilma, com Tombini e Guido Mantega tem produzido o seu inferno astral com sua política “keyneisianista” mal assada e mal cosida. Eles fazem dumping eleitoral. Assim fizeram em 2012 emitindo 50 % do meio circulante no curto espaço de tempo de maio de 2012 até outubro deste mesmo ano emitindo a razão de 10% por mês o que redunda em inflação. A política salarial, da mesma forma, é uma política amplamente inflacionária porque, demagogicamente, distribui ganhos acima do valor da inflação, o que, num primeiro momento dá satisfação aos trabalhadores mas num segundo momento gera o processo de inflação. O processo inflacionário é alimentado também pela política da Fome Zero pois a distribuição de bilhões diretamente ao povo, comprando seu voto, no entanto faz com estes bilhões entrem diretamente no consumo aumentando a procura e demanda de bens de consumo subindo o preço destas mercadorias. Outro problema é o comércio com a China, nosso maior parceiro comercial – rompemos no governo Dilma\Lula com o parâmetro estabelecido pela ditadura que era “não colocar todos os ovos no mesmo ninho” isto é exportávamos e importávamos 20%, mais ou menos, dos EUA, das América Latina, da Europa e da Ásia, trocamos esta política sábia pela alternativa de colocarmos todos os ovos no mesmo ninho, ou quase todos pois o nosso maior parceiro atualmente é a China – importamos e exportamos quase que 50% dela e quase que estamos na dependência total desta potência. A aptição e a fome da China por commodities de consumo para alimentação também geram um processo inflacionário amplo no Brasil pois demanda carne, grãos, madeiras, etc…o que pressiona o mercado interno com a ausência de mercadorias exportadas para a China. Assim, são vários os fatores inflacionários….1º) emissão monetária – agora no primeiro semestre de 2014 emitiram novamente 50 bilhões expandindo o meio circulante: 2º – Política Salarial que destribui ganhos acima da inflação; 3º – Fome Zero – que injeta bilhões aumentando o consumo e a pressão sobre estes bens de consumo criando escassez dos mesmos; 4º = congelamento dos preços da energia – gasolina – óleo diesel, gás – e energia elétrica, que criam um consumo e demanda artificial longe do mercado; 5º demanda Chinesa no mercado; real valorizado para não prejudicar o Agronegócio que está alimentando o Pib, em detrimento da Indústria que – por estar estrangulada e asfixiada frente a impostos extratosféricos, infra-estrutura sucateada de estradas e portos; não há desenvolvimento de hidrovias, trens, navios; direitos sociais e previdenciários trabalhistas na estratosfera – todos estes custos são repassados para o preço final de nossas mercadorias industrializadas retirando nossa mais valia e nossa competitividade frente ao dumping social, dumping monetário do yuan chinês; juros da Selic, que em face destes outros índices não deveriam ser tão altos pois cortam o crédito asfixiando ainda mais a indústria, comércio e outras atividades. Assim é que DILMA COM ESTA QUEDA DA SELEÇÃO, FOGO AMIGO DE LULA E COM O FOGO AMIGO DA POLÍTICA KEYNEISIANISTA QUE VEM DO BANCO CENTRAL, BANCADA POR TOMBINI E PELO NOSSO AMIGO GUIDO MANTEGA, QUE ME PLAGIOU O NOME DE MINHA TESE E A APLICA DE FORMA TOTALMENTE ERRADA, ESTA NOSSA PRESIDENTA – CONTRARIANDO O QUE EU DISSERA ANTES – SÓ PODE PERDER AS ELEIÇÕES…….E EU VOU AJUDAR PARA ISTO POIS DEPOIS DE ME TUNGAREM MEU CONCEITO E NÃO ME DAREM UMA SATISFAÇÃO…AINDA TEM TODO ESTE ESCALONAMENTO IDEOLÓGICO, QUE NÓS QUE APOIÁVAMOS ELES DESDE O COMEÇO, NÃO VAMOS MAIS APOIAR, ISTO É INVESTIMENTOS EM CUBA, APOIAMENTO AS DITADURAS DOS CASTROS, DE EVO MORALES, DE CHÁVES E MADURO, E ALINHAMENTO COM SÍRIA E IRÃ…FORA SUAS ALIANÇAS INTERNAS COM OS INVASORES DE TERRAS ..O MST E OUTROS GRUPOS QUE INVADEM PRÓPRIOS DO GOVERNO E QUE LEVARÃO A UMA CONFLAGRAÇÃO OU LEGÍTIMA GUERRA CIVIL INTERNA…COM A POLÍTICA DE LUTA DE CLASSES MARXISTA LENINISTA DE COLOCAR BRANCOS X NEGROS; VELHOS X JOVENS; FEMININO X MASCULINO; HOMO X HETERO; POBRES X RICOS; E MAIS DE APARELHAREM O ESTADO…FAZEREM LIVROS PARA AS CRIANÇAS, COLOCAREM CONCEITOS EM CONCURSOS, E TODA UMA POLÍTICA QUE INDICA INEXORAVELMENTE UM ESCALONAMENTO RUMANDO PARA UMA DITADURA DE ESQUERDA……CHEGA….BASTA…DE TANTO ABUSO….A SUAS ONIPOTÊNCIAS TERMINARAM COM SUA ARROGÂNCIA QUE COMBALIDA CAI E RUI SOBRE O FOGO “AMIGO” DO PRÓPRIO LULA, MENTOR DA COPA E MENTOR DAS OLIMPÍADAS E AINDA DOS DOIS MENTORES QUE TEMOS NO BANCO CENTRAL, GUIDO MANTEGA E TOMBINI, QUE COMO MICKEY, APRENDIZES DE FEITICEIROS, LEVARAM O BRASIL A TODOS ESTES ÍNDICES NEGATIVOS, NO IED, NAS TRANSAÇÕES CORRENTES, NO BALANÇO DE PAGMENTOS, NA INFLAÇÃO, ENFIM….O RASTRO E A ESTRADA QUE LEVA A DERROTA DA ONIPOTÊNCIA…..QUOD ERAM DEMOSTRANDUM….(Desculpe o português pois pela pressa assassinei o mesmo para colocar isto em meu site que já foi atacado e limparam 3 meses de postagem – estou em 200.000 acessos ) Quosque tandem Catilina Abutere Patientia Nostra….

INTERVENÇÁO NA BAHIA – GREVE DA BRIGADA E NA MARÉ DO RIO DE JANEIRO

TENHO PLENA CONVICÇÃO QUE A UNIÃO E ESTADOS QUANDO USAM O EXÉRCITO NACIONAL DEVERIAM OBEDECER O COMANDO CONSTITUCIONAL QUE É EXPLÍCITO. COMANDO ESTE QUE É INFERIDO DE FORMA ABSOLUTA DA SIMPLES LEITURA DO TEXTO CONSTITUCIONAL. O QUE SE VÊ E CONSTATA-SE NO ENTANTO É A PREVALÊNCIA E PERSISTÊNCIA DA IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE “BARGANHA POLÍTICA” ENTRE UNIÃO E ESTADO QUE SOFRE A MEDIDA ATRAVÉS DO SISTEMA DE “JEITINHO BRASILEIRO” QUE TORNA O TEXTO CONSTITUCIONAL LETRA MORTA, LESADA PELA FORMA QUE DRIBLA O TEXTO LEGAL. A MAIORIA ABSOLUTA E JÁ SEM LIMITES DE FORMA ONICIENTE E ONIPOTENTE, SEM LIMITE NA LEI MAIOR E SEM LIMITE NA FISCALIZAÇÃO DA OPOSIÇÃO, FRANCAMENTE OBNUBILADA E INÓCUA, ERIGE-SE COMO PODER ABSOLUTO NOS MOLDES DO PODER QUE TANTO CRITICOU, A DITADURA MILITAR. PELOS SEUS ATOS A UNIÃO REVOGA A FEDERAÇÃO CLÁUSULA PÉTREA POIS CRIA UMA FORÇA QUE ESTABELECE UM LEGÍTIMO ESTADO UNITÁRIO NOS MOLDES GETULISTAS DE 37 E DOS GOVERNOS MILITARES, SOB AS CONSTITUIÇÕES DE 67 E 69 E SEUS ATOS INSTITUCIONAIS. MESMO BASEADA EM LEIS POSTERIORES ÍRRITAS E FRANCAMENTE INCONSTITUCIONAIS QUE TENTAM COONESTAR SUS ATITUDES CONTRA A CONSTITUIÇÃO  A FEDERAÇÃO E O PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO QUE É MAIOR QUE O PODER CONSTITUÍDO E SEU ATUAL EXERCÍCIO. QUOSQUE TANDEN CATILINA ABUTERE PATIENTIA NOSTRA!!!

Da Defesa do Estado e Das Instituições Democráticas
CAPÍTULO I
DO ESTADO DE DEFESA E DO ESTADO DE SÍTIO
Seção I
DO ESTADO DE DEFESA

Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.

§ 1º – O decreto que instituir o estado de defesa determinará o tempo de sua duração, especificará as áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e limites da lei, as medidas coercitivas a vigorarem, dentre as seguintes:

I – restrições aos direitos de:

a) reunião, ainda que exercida no seio das associações;

b) sigilo de correspondência;

c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica;

II – ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, na hipótese de calamidade pública, respondendo a União pelos danos e custos decorrentes.

§ 2º – O tempo de duração do estado de defesa não será superior a trinta dias, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período, se persistirem as razões que justificaram a sua decretação.

§ 3º – Na vigência do estado de defesa:

I – a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo executor da medida, será por este comunicada imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se não for legal, facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial;

II – a comunicação será acompanhada de declaração, pela autoridade, do estado físico e mental do detido no momento de sua autuação;

III – a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez dias, salvo quando autorizada pelo Poder Judiciário;

IV – é vedada a incomunicabilidade do preso.

§ 4º – Decretado o estado de defesa ou sua prorrogação, o Presidente da República, dentro de vinte e quatro horas, submeterá o ato com a respectiva justificação ao Congresso Nacional, que decidirá por maioria absoluta.

§ 5º – Se o Congresso Nacional estiver em recesso, será convocado, extraordinariamente, no prazo de cinco dias.

§ 6º – O Congresso Nacional apreciará o decreto dentro de dez dias contados de seu recebimento, devendo continuar funcionando enquanto vigorar o estado de defesa.

§ 7º – Rejeitado o decreto, cessa imediatamente o estado de defesa.

Seção II
DO ESTADO DE SÍTIO

Art. 137. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de:

I – comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa;

II – declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira.

Parágrafo único. O Presidente da República, ao solicitar autorização para decretar o estado de sítio ou sua prorrogação, relatará os motivos determinantes do pedido, devendo o Congresso Nacional decidir por maioria absoluta.

Art. 138. O decreto do estado de sítio indicará sua duração, as normas necessárias a sua execução e as garantias constitucionais que ficarão suspensas, e, depois de publicado, o Presidente da República designará o executor das medidas específicas e as áreas abrangidas.

§ 1º – O estado de sítio, no caso do art. 137, I, não poderá ser decretado por mais de trinta dias, nem prorrogado, de cada vez, por prazo superior; no do inciso II, poderá ser decretado por todo o tempo que perdurar a guerra ou a agressão armada estrangeira.

§ 2º – Solicitada autorização para decretar o estado de sítio durante o recesso parlamentar, o Presidente do Senado Federal, de imediato, convocará extraordinariamente o Congresso Nacional para se reunir dentro de cinco dias, a fim de apreciar o ato.

§ 3º – O Congresso Nacional permanecerá em funcionamento até o término das medidas coercitivas.

Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com fundamento no art. 137, I, só poderão ser tomadas contra as pessoas as seguintes medidas:

I – obrigação de permanência em localidade determinada;

II – detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns;

III – restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e televisão, na forma da lei;

IV – suspensão da liberdade de reunião;

V – busca e apreensão em domicílio;

VI – intervenção nas empresas de serviços públicos;

VII – requisição de bens.

Parágrafo único. Não se inclui nas restrições do inciso III a difusão de pronunciamentos de parlamentares efetuados em suas Casas Legislativas, desde que liberada pela respectiva Mesa.

Seção III
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 140. A Mesa do Congresso Nacional, ouvidos os líderes partidários, designará Comissão composta de cinco de seus membros para acompanhar e fiscalizar a execução das medidas referentes ao estado de defesa e ao estado de sítio.

Art. 141. Cessado o estado de defesa ou o estado de sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes.

Parágrafo único. Logo que cesse o estado de defesa ou o estado de sítio, as medidas aplicadas em sua vigência serão relatadas pelo Presidente da República, em mensagem ao Congresso Nacional, com especificação e justificação das providências adotadas, com relação nominal dos atingidos e indicação das restrições aplicadas.

MORTE NA MARÉ E O USO DE FORÇA DO EXÉRCITO NACIONAL

Escrevi em Vitória do Espírito Santo em 13.04.2014

MORTE NA MARÉ E USO DO EXÉRCITO NACIONAL
Tenho advertido diuturnamente em minhas aulas de Direito Constitucional que o uso do EXERCITO NACIONAL E SUAS FORÇAS internamente deve obedecer a chamada declaração de ESTADO DE DEFESA conforme proclama a Constituição no capítulo que trata do exercício do Estado de Direito em estado de excepcionalidade. O poder constituido, governo federal e estadual, no caso do Rio de Janeiro, não são e não podem se fazerem maiores do que o PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO que fez a CONSTITUIÇÃO de 1988. Esta é uma lição insofismável e irretorquível de Direito Constitucional que o mais desavisado acadêmico dos primeiros anos de Faculdade de Direito deve saber. Leis eventuais criadas a posteriori não possuem o condão de coonestar e dar aparência de legal e constitucional ao que é ato írrito. O PODER CONSTITUIDO contra a letra da LEI MAIOR, conestado pelas FUNÇÕES DO PODER ocupadas por uma MAIORIA DE COALIZÃO cuja vontade se esteia numa COLIGAÇÃO que dissolve os FREIOS E CONTRAPESOS CONSTITUCIONAIS persiste. No entanto é de registrar que este poder constrangedor é PLENAMENTE IDENTIFICADO PELA CONSCIÊNCIA JURIDICA DO PAIS que não se sujeita as injunções materiais nem as de CONVENIÊNCIA e CONIVÊNCIA POLITICA que não quer mais se submeter a limites juridicos. O poder político pode sim dissolver o poder jurídico. Este foi o caso relatado pela Declaração de Independência Americana quando se constatou que uma maioria, sem limites constitucionais, nem na lei, nem no respeito a uma minoria fiscalizadora, não deixa de ter a mesma natureza de um poder monocrático absolutista e tirano. É de lembrar aqui o dito do tropeiro do povo HONÓRIO LEMOS que dizia: QUEREMOS LEIS QUE GOVERNEM OS HOMENS E NÃO HOMENS QUE GOVERNEM AS LEIS!!
No Brasil atual, conforme dados recentemente divulgado pelas Nações Unidas, ocorrem 11% de todos os ASSASSINATOS de todo o mundo. São 50.000 (cinquenta mil pessoas) na maioria jovens, mortos numa legítima Guerra Civil não declarada que se efetua como verdadeiro genocídio dizimando sua população de origem pobre e etnia negra. Os Estados Unidos da América, na guerra do Vietnã, perderam 55.000 homens no período de cinco anos de guerra. O Brasil perde, anualmente, o equivalente a um Vietnã por ano sem que a DEMOKRATURA e seus Governos sintam-se responsáveis ou ao menos comprometidos com a situação que é um reflexo direto de seu modo de governar e exercer o seu poder. Da mesma forma, o que pagamos em juros e interesses correspondentes a Dívida Pública Federal, tanto interna como externa, equivale exatamente ao que os americanos gastaram em cinco anos de guerra no Vietnã, seja 250 bilhões de dólares ou seja, o equivalente a 11% do PIB do Brasil que equivale dizer a um PIB do Estado do Rio Grande do Sul, por ano. Isto é dizer, que por ano, perdemos em seres humanos e em valores monetários o equivalente a uma guerra do Vietnã!!!!
Soma-se a gravidade dos dados a ilação inevitável de que o Partido dos Trabalhadores por coerencia com seu discurso em prol da pobreza e dos trabalhadores deveria ser o primeiro, não sendo hipócrita, a respeitar a constituição neste item ESTADO DE DEFESA e que em não o fazendo e não o respeitando o GOVERNO (no caso da Maré a União e o governo do Rio) e partidos no poder que compõem a base governamental de governabilidade, PT, PMDB, PDT, PSB, PCDB e demais que são governo e ocupam ministérios, agindo desta forma capciosa RECONHECEM E ATESTAM CONDIÇÃO DE MENOS IGUAIS AOS IGUAIS a todos os cidadãos residentes na MARÉ comunidade constituida de 99,9% de trabalhadores humildes deste pais sendo os criminosos uma minoria. Suas hipocrisias e “caras de pau” não resistem a uma análise percuciente de razão desvelando-se imediatamente suas intenções demagogas que solapam a verdadeira igualdade a que estariam adstritos todos os cidadãos nacionais, devendo receber este tratamento, por forma do art. 5º da Lei Magna.
Este desrespeito ensejaria o enquadramento, de ambos os Executivos, tanto o da União como do Estado, em um processo de impeachment por força dos comandos emanados do art. 85 da Lei Magna e da Lei 1079\1950. No entanto, esta mesma Maioria, evidentemente e explicitamente TIRANA, DESPÓTICA, persevera nos seus intentos, agindo sem nenhum controle, pois um processo deste, iniciado sempre na Câmara ou na Assembléia Legislativa do Estado do Rio, seria inexoravelmente engavetado pelos ARQUIVADORES MORES DA REPÚBLICA que são os deputados líderes de situação e que, diuturnamente, por travamento dos freios e contrapesos, que são os mecanismos de fiscalização, inviabilizam ab initio todos os processos que possam ameaçar seus governos. Este inferno constitucional foi descrito na doutrina por Karl Loewstein e também por Henry Lefévre ainda também pelo professor Giusti Tavares que estudou, em sua obra prima dos Sistemas Eleitorais, o processo interativo do sistema partidário político e sua interação com a tripartição dos poderes. No Brasil, o voto de ballottage ou duplo turno francês que veio para o bem, matou por sua vez, de forma involuntária, as ideologias e os programas partidários extinguindo-os como partidos em razão do sistema de COLIGAÇÃO que, extinguindo o multipartidarismo simplesmente FORMAL, estabelece um bipartidarismo MATERIAL em que uma maioria inconteste, que deveria ser limitado pela constituição, através de emendas espúrias passa a derreter a constituição originária oriunda do Poder Constituinte Originário, tornando-se o Poder Constituido, sem limitações materiais e circunstanciais, no PODER CONSTITUINTE PERPÉTUO E EVENTUAL DE PLANTÃO!!!! Toda a doutrina que criou o Constitucionalismo preleciona o controle da POLÍTICA pelo seu ESTATUTO JURÍDICO, como doutrina o eminente jurista J. J. Canotilho o que no Brasil, não existe mais desde a emenda da REELEIÇÃO, feita em 1997 e da emenda 45 do Poder Judiciário. Nestes momentos quebrou-se o BLOCO DE CONSTITUCIONALIDADE BRASILEIRO, de mais de 100 anos, que não permitia a reeleição nem mesmo aos ditadores militares sob as constituições de 1967 e 1969, se é que se pode chamar de constituições a estes dois documentos. De lá para cá a reiteração no governo, através da reeleição dos executivos, fortificou mais o tal de PRESIDENCIALISMO DE COALIZAÇÃO que é um legítimo EUFEMISMO para caracterizar uma LEGÍTIMA DITADURA CIVIL VELADA desta maioria espúria que vai aurir seu poder e sua força através do domínio da máquina pública e dos partidos que são OLIGARQUIAS que perpetuam-se num sistema dominado por CACIQUES E CORONÉIS POLÍTICOS, sempre os mesmos, que reproduzem-se no ESTADO NACIONAL indicando funcionários em comissão, sem concurso, indicando juízes para as cortes superioras através de seu poder de BARGANHA POLÍTICA e também os membros indicados dos Tribunais de Contas, criando um regime do QI, que ao invés de se basear no Quociente Intelectual, baseia-se inversamente no tráfico de influências e na obliteração deslavada do Princípio da Impessoalidade que faz ancora no art. 37, caput da Constituição. Eis a radiografia do sistema legal brasileiro que atesta a sua GRAVE PATOLOGIA que redunda e resulta neste reproche e contestação dos idos de Junho! Vox populi vox Dei!!! E eu, mero professor de direito constitucional transformado em verdadeira história da carochinha por bastardos que o deserdam – como quer a PARTIDOCRACIA VIGENTE E SEUS POLÍTICOS – consolo-me a simplesmente bradar, como Cícero, em sua primeira catilinária, defendendo a verdadeira democracia romana: “Quosque tanden Catilina abutere patientia nostra!”
Poderia encerrar por aqui mas há outro assunto de maior importância, cuja ilação posso tirar através de um adágio popular gaúcho que diz que “ovelha não é para mato”. As ovelhas possuem lã e em sendo assim estes fios enrascam-se com macegas ou galhos no mato não sendo propícios como habitat para o espécime ovino. Da mesma forma o exército nacional é talhado para um tipo de guerra tática e de combate que não se coaduna com a contenção civil urbana ainda mais, em seu próprio país e inserido no seio de sua cidadania. Mesmo que existam pretextos de que a força teria sido trenada no Haiti em ambiência semelhante urbana o parâmetro de diferença nacional é que aqui, é o próprio povo irmão do exército que está sendo escoltado e sofrendo o processo de inserção militar!! É impossível de jovens recrutas e mesmo difícil para força previamente treinada, obter um comportamento de contenção que não se sujeite aleatoriamente às surpresas. Assim é que tivemos a primeira eclosão deste fenômeno onde um jovem, como relatado pela versão da comunidade era uma pessoa trabalhador que atuava num lavajato contra a versão oficial de que estava armado e agira de forma equivocada ou errada. Juízes de valores sujeitos a apreciações sempre equivocadas de seres humanos e as suas equivocadas e variadas versões conforme convicções e interesses. Em suma a origem de todas as lutas fratricidas que estão na história. A força policial especializada e militar ou não, como vinha sendo usada era a mais apta, mesmo na desvantagem estratégica, para sanar as ocorrências. O problema é que a sangria desatada do pouco tempo em que é deflagrado o EVENTO COPA DO MUNDO, para junho e a constatação técnica de estratégia militar que a MARÉ era cortada por vias principais de acesso a aeroportos, frente a informações certamente de inteligência e eventos recentes passados, forçou a intervenção que redundou na perda de uma vida, como ocorreu. O regime excepcional do ESTADO DE DEFESA realmente é muito monitorado pelo poder judicial e a fiscalização da oposição dentro dos legislativos e por qualquer coisa um evento, como o ocorrido, poderia ensejar a responsabilização política e penal do mandante, seja governador ou presidente e, por esta mesma razão, em face dos obstáculos legais que levam a uma maior fiscalização sobre estes é que o sistema através DE BARGANHAS POLÍTICAS E DO FAMOSO JEITINHO BRASILEIRO ATRAVÉS DA LEI DE GERSON, leva vantagem em tudo, comete seus crimes e não responde por nada restando sempre indene e com a imagem blindada para concorrer novinho e lustroso as eleições próximas vindouras. Tenho dito.

SE VOCE ANULA O VOTO OU VOTA EM BRANCO É O MESMO QUE VOTAR NO PT…SE VOCÊ VOTAR NUM ALIADO COLIGADO COM O PT VOCÊ ESTÁ VOTANDO NA FILIAL DO PT…VOTE NO MAIOR INIMIGO DO PT, MESMO QUE AS IDÉIAS NÃO COMBINEM COM VOCÊ. VOCÊ TERMINARÁ COM A REELEIÇÃO QUE VICIA E CORROMPE O PODER APARELHANDO-O E FARÁ RENASCER A REPÚBLICA E A DEMOCRACIA!! OS PARTIDOS ALIADOS DA BASE DE GOVERNO É QUE SÃO OS REAIS RESPONSÁVEIS PELO GOVERNO QUE TEMOS! PMDB, PDT E DEMAIS…

OS PARTIDOS PMDB, PDT, PTB, PP, PSB, PR, PRB & PCdoB, aliados da base do governo Dilma, SÃO OS RESPONSÁVEIS DIRETOS PELO ATUAL GOVERNO!!
“Pode-se enganar a alguns o tempo todo e a todos por algum tempo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo.” Abraham Lincoln

Todos estes partidos nominados são os responsáveis diretos da profunda crise constitucional, política e social que estamos vivendo. Todos eles são aliados a este governo onipotente que impregna com sua ideologia a isenção devida adulterando por força desta influência os atos que não deveriam ser de governo mas de estado. São eles os verdadeiros responsáveis por tanta anarquia permissiva, desvios e abusos de poder, cujo proselitismo político, o deles repito, visa colher, captar e faturar os dividendos políticos da repulsa a este estado de coisas. Assim eles agem deixando o governo praticar excessos pensando, num segundo momento, faturar o voto do eleitorado, que consciente das distorções praticados pela situação reagirá quando da manifestação de seus votos no certame eleitoral em benefício deles e não do governo que apoiam. Este é o regime não ideal mais o real do legítimo fogo amigo que frita e utiliza-se dos recursos mais pérfidos de hipocrisia política como dizia Chapolin Colorado…acertei sem querer querendo. Esta manobra estratégica dos partidos aliados ao PT e a Dilma encontra uma limitação ou uma fronteira ainda impercebível para os mesmos, (em razão de suas miopias éticas) qual seja, o limite e o esgotamento de sua tática política quando vivemos uma situação que o que está em jogo não é mais a realização e o resultado do certame político, as eleições, e a eventual ou possível vitória deles nas urnas mas o perigo de extinção das próprias regras democráticas de exercício de poder e dos limites constitucionais com que este poder deve necessariamente ser exercitado. Há um clamor unânime nas redes sociais contra isto que repudia, por exemplo:
1 – A política da Copa e Olimpíadas que constrói estádios em detrimento da infraestrutura, educação, saúde e menos impostos;
2 – O investimento de 1 bilhão de dólares na construção do Porto de Mariel em Cuba;
3 – O empréstimo para a Bolívia, há semanas, de mais de 60 milhões, a fim de sanar gargalos no fornecimento elétrico da Bolívia; empréstimo este criticado em razão da Bolívia ter desapropriado ativos da Petrobrás que não é privada mas uma empresa do Povo Brasileiro!!! Enquanto vivemos num regime eletricitário de legítimos vaga-lumes com apagões constantes!!!
4 – Denúncias constantes em noticiário televisivo no Distrito Federal mencionando que funcionários da Presidência que são notoriamente citados seus nomes, cargos e onde trabalham, organizaram e pagaram manifestações ocorridas na última sexta feira em Brasilia;
5 – Manifestações do MST no último fim de semana, uniformizados, com bandeiras, brandindo ordens unidas, que caminhando pelo eixo central de Brasilia colocou em cheque a segurança militar do Planalto ameaçando o STF e o Palácio do Planalto, ferindo a final mais de uma dezena de policiais militares, que não portavam roupas nem dispositivos apropriados para o enfrentamento o que atesta falha ou cooperação do dispositivo de segurança do planalto central; o que causa espécie é a recepção, no outro dia, por um ministro para recepcionar as reivindicações de um dos agressores, mostrando cabalmente a diferença de tratamento entre os black block urbanos e os terroristas rurais, força paramilitar proibida pela constituição (usam uniformes, bandeiras, tem hinos, etc e possuem técnicas militares e guerrilheiras com uso de violência);
No entanto, nada se pode fazer, POR QUE OS RESPONSÁVEIS DIRETOS PELA BLINDAGEM DO GOVERNO SÃO SEUS ALIADOS, OS PARTIDOS QUE FORAM CITADOS…SÃO ELES QUE VOTAM E APOIAM AS MEDIDAS PROVISÓRIAS QUE PERMITEM A ESTE GOVERNO FAZER O QUE FAZ, SÃO ELES QUE PERMANECEM SILENTES E APOIANDO O GOVERNO QUANDO ELE EXTERIORIZA SUA AJUDA PARA PAÍSES ESTRANGEIROS IDEOLÓGICAMENTE AFINS COM O GOVERNO MAS TOTALMENTE ESTRANHOS AO ESTADO NACIONAL BRASILEIRO , SIM SÃO ESTES PARTIDOS NOMINADOS QUE DÃO APOIAMENTO INCONDICIONAL AO GOVERNO!!!! As redes sociais protestam em paz desde junho e forças para-militares vândalos, devidamente pagos por recursos escusos e ainda não identificados, amedrontam o povo para que não saia às ruas contestando estas políticas. A oposição ao regime além dos protestos em paz, baseados na constituição e no direito de circular em paz e em ordem, barrada em seus desideratos, pensa utilizar ações populares, mandados de segurança, ou até mesmo o IMPEACHMENT de ministros e até da PRESIDENTA, como massivamente temos constatado na Internet. No entanto sabemos que isto não pode ser feito se OS ALIADOS DO PARTIDO NO PODER E QUE LHE DÃO A GOVERNABILIDADE JOGAM COM PAUS DE DOIS BICOS E SÃO HIPÓCRITAS AO MÁXIMO. Os partidos que apoiam o governo neste Presidencialismo de Coalisão são através de seus órgãos e líderes de maioria que ocupam Presidência da Câmara ou Senado, sempre aliados e unidos visceralmente ao governo ocasional, embora não sejam do mesmo partido e por isto mesmo responsáveis no mais alto grau político por suas opões históricas tradicionais e constantes como arquivadores mores de ações contra o poder. Com uma ponta conservam a autoridade que distorce o poder em nome da uma ideologia fornecendo vultosas quantias a países alinhados ideologicamente com suas convicções e programas mas, no entanto, tão distantes dos costumes e da cultura do povo e do modo de vida de nosso povo e país!!! Com esta manobra e este apoiamento conservam o mar de dinheiro e de cargos que regam e alimentam a sua existência e as razões de sua subsistência pérfida de seus aparelhos partidários acampados a sombra do poder por mais de 25 anos com sua demagogia. Por outro lado, politicamente, pensam faturar nas eleições a repulsa do eleitorado dirigida unicamente aos ocupantes do poder nominados, o PT e a Presidenta, pois eles, não aparecem como defraudadores da ordem e do desvio de poder!!! Utilizam-se do artifício utilizado pelos toureiros, mostram a cor vermelha da capa que ocupa o poder, brandindo-a a força bruta da multidão que opera como um touro cego, iludindo-a e prostrando-a cansada quando é apunhalada e sacrificada por quem realmente maneja o poder, o Toureiro, ou eles os partidos unidos e que permitem a governabilidade do jeito e na distorção com que é praticada!!! No entanto, tudo que se vê é pela omissão consciente, preconcebida e deliberada destes partidos no “jogo” que eles pressupõem eticamente correto, dentro da distorção de seus valores, terem a permissão e a concessão desta prática política. No entanto a elasticidade do sistema de paradoxos esgotou-se pois a corrupção, a repulsa do povo, o transbordar dos limites legais e constitucionais, acabou por evidenciar a decadência e o fim do regime que estamos vivendo. Lembro aqui Abraham Lincoln que disse: “”Pode-se enganar a alguns o tempo todo e a todos por algum tempo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo.” TERMINOU O TEMPO DE ILUSÃO E ENGANO POIS VOCÊS NÃO ENGANAM MAIS NINGUÉM POIS TODOS JÁ SABEM QUE VOCÊS SÃO, PELA SUA CONDESCENDENCIA ESTUDADA, OS RESPONSÁVEIS PELO EXERCÍCIO DISTORCIDO DO PODER!!!! (O PCdoB, CERTAMENTE É O ÚNICO PARTIDO QUE CONCORDARIA, CREIO, COM GRANDE PARTE DOS ATOS IDEOLÓGICOS DO ATUAL GOVERNO, PORTANTO SERIA O ÚNICO QUE NÃO SERIA HIPÓCRITA COMO OS OUTROS, IRONICAMENTE!!)

O PSOL ESTÁ COM UMA PROPAGANDA DEFASADA EM 9 ANOS POIS O PROFESSOR SÉRGIO BORJA EM 9.08.2005 JÁ REIVINDICAVA A ANULAÇÃO DA REFORMA PREVIDENCIÁRIA EM RAZÃO DA NULIDADE DO MENSALÃO!!!

REFORMA POLÍTICA OU CONSTITUINTE ?
Antes da eclosão da atual crise política que expõe as escaras do sistema político e institucional frente à opinião pública, que assiste aturdida as CPIs do Mensalão, dos Bingos e dos Correios, já tramitava no Congresso Nacional, por iniciativa do governo, a chamada reforma política. O PL 2679/03, em linhas gerais, pretende regular a pesquisa eleitoral, o voto de legenda em listas partidária pré-ordenadas, a propaganda eleitoral, o financiamento das campanhas e as coligações partidárias. Ora, ninguém discorda que realmente é necessária uma profunda remodelação no sistema partidário. No entanto, certamente, ninguém discordará também que sob a égide da Constituição de 1988 nunca se fizeram tantas reformas que levaram a este beco institucional sem saída que hoje vivemos. O processo de reforma, que foi feita de forma inconstitucional, conforme confissão do atentado à Constituição, relatado pelo ex-Presidente da Câmara dos Deputados Dr. Michel Temmer, em artigo publicado na Folha de São Paulo em 02.11.1997, criou este mostrengo jurídico onde o político sobrelevou o jurídico. Com a implantação do processo de reeleição que rompeu com um bloco de constitucionalidade de cem anos, quebrou-se da mesma forma a separação formal de poderes, porque o Presidente do momento, FHC, ficou indicando pelo período de oito anos, Ministros para o Supremo Tribunal Federal, chave da cúpula constitucional. Ocorreu assim o processo de corrosão tão bem descrito por Michel Henry Fabre, Decano da Faculdade de Direito de Aix en Provence, o efeito dos vasos comunicantes entre as funções do Poder. O Sistema de Ballottage, duplo turno francês, que veio para o bem, criou a sua vez, para o mal, uma distorção através do processo de coligações, ocorrendo assim uma fusão do sistema partidário através da criação de uma maioria que se tornou, através da morte das ideologias e por força do fenômeno, em uma imensa geléia fisiológica dentro do Congresso Nacional, que, perfeitamente afinada com o Executivo, passou a indicar, de forma hegemônica, os Juízes da Suprema Corte. Mais grave ainda a adulteração do processo legislativo pois se analogamente a sentença de um juiz peitado seria nula da mesma forma e em razão direta todas as leis, feitas por um Congresso peitado, também são atos írritos. Sabemos agora, com o escândalo do Mensalão, que este processo de corrosão não foi tão somente ocasionado por uma adulteração acadêmica nos cheks and controls (freios e contrapesos) mas pela compra literal dos votos da oposição, através de um processo de corrupção que atualmente se desvenda perante a nação estarrecida. O regime, que se tem por democrático e que combate os desvios da ditadura militar, de forma hegemônica, é tão ou mais hediondo do que aquele porque de forma sofisticada e hipócrita, sem a percepção da cidadania, cassa literalmente a representação política, através da distorção constitucional do art.45 § 1º que analogamente, cotejado com a antiga política do café com leite, hoje, através desta distorção odiosa, estabelece a política hegemônica do vatapá com girimum transferindo para o Norte e o Nordeste o poder político da federação. Nunca jamais, de forma tão sofisticada e imperceptível aos incautos, concentrou-se tanto poder configurando uma verdadeira ditadura civil. A única forma de renovação, que não revista o cansaço dos jargões próprios do proselitismo de mudança, é aquela preconizada pelo saudoso jus-publicista Leônidas Xausa, uma Constituinte exclusiva não-congressual, com candidatos avulsos, longe das oligarquias e corrupção encapsuladas na conformação dos atuais partidos políticos.

VOTO TOPOGRÁFICO PARA MUDAR: ANULAR O VOTO OU VOTAR EM BRANCO?! NÃO, VOTE TOPOGRÁFICAMENTE…SAIBA AQUI COMO FAZE-LO!!!!

SE VOCE ANULA O VOTO OU VOTA EM BRANCO É O MESMO QUE VOTAR NO PT…SE VOCÊ VOTAR NUM ALIADO COLIGADO COM O PT VOCÊ ESTÁ VOTANDO NA FILIAL DO PT…VOTE NO MAIOR INIMIGO DO PT, MESMO QUE AS IDÉIAS NÃO COMBINEM COM VOCÊ. VOCÊ TERMINARÁ COM A REELEIÇÃO QUE VICIA E CORROMPE O PODER APARELHANDO-O E FARÁ RENASCER A REPÚBLICA E A DEMOCRACIA!! – See more at: http://www.sergioborja.com.br/?p=704#sthash.dCIogeTh.dpuf VOTAR EM BRANCO OU ANULAR O VOTO?! O QUE SERIA MELHOR PARA MUDAR?! CREIO QUE A MELHOR ALTERNATIVA SERIA O VOTO TOPOGRÁFICO!!!
Todas as pessoas que conheço estão preocupadíssimas com seu voto. Como fariam para mudar o que aí está em termos políticos e econômicos?!! Corrupção disseminada e de tal forma alastrada que parece que vivemos numa legítima Cleptocracia!! Votar em branco ou anular o voto não adianta pois os votos que contam através do sistema legal eleitoral são os votos válidos. Portanto a situação ganharia as eleições mesmo se uma maioria ultrapassasse seus votos com o número de votos nulos ou em branco!!! As eleições não seriam anuladas pois simplesmente ganharia aquele que tivesse o maior número de votos independentemente da proporção percentual de votos que tivesse sobre o universo eleitoral. O Brasil vive atualmente em decorrência do voto de ballottage ou duplo turno francês, que veio para o bem e, no entanto, criou tanto mal, vive a bem dizer um inferno astral eleitoral. Nós vivemos assim uma deformação que se deu em função das coligações de partidos, no segundo turno, que levaram a implosão e a morte dos programas e das ideologias partidárias. Paradoxalmente a cidadania, as pessoas, votam num pensamento, numa forma de vida preconizada pelo programa partidário, num way of life, que no entanto, através da fusão do núcleo duro da república leva-nos todos a concretização do sistema intitulado Presidencialismo de Coalisão que apelidei de Demokratura apossada por uma Partidocracia!!! Vários partidos se aliam ao partido que tem mais possibilidades de ganhar o pleito e assim são partilhadas as capitanias hereditárias, como os Ministérios, as Secretarias de Estado, as Secretarias Municipais com seus séquitos de apaniguados que através de cargos em comissão loteiam o poder e o Estado Nacional em torno de seus apetites mais mesquinhos e de sua fome famélica!!! Os governos, sem desincompatibilizarem-se, assenhoram-se na máquina pública financiando o domínio da mídia com publicações de bilhões, na União, Estados e Municípios, criando uma adesão maciça em torno de seu poder imbatível e financiado diretamente com a máquina pública que logo consegue a adesão da Sociedade Civil e seus empresários comprados pela participação no botim das infinitas obras de governo que na realidade servem para distribuir benesses ao associativismo de plantão entre estes interesses ditos “públicos” com os privados. Esta é a causa maior do mar de lama e corrupção que não cessa de espocar na imprensa que denuncia constantemente criando um processo de insensibilidade psicológica por que vamos nos acostumando a tudo: violência cotidiana, crimes, corrupção, escândalos, etc…No entanto, muitos de nós seguimos votando, não pelo que fazem realmente os partidos que votamos, mas simplesmente por que eles continuam a nos iludir com suas promessas “ideológicas”!!! Estas ideologias são logo esquecidas quando encerrada a eleição pois a governabilidade hoje, em razão das dívidas e da extinção da política desenvolvimentista, leva o governo a ser um mero bombeiro que apaga os incêndios que vão surgindo na medida da carência de suas ações cada vez mais pobres para atender as demandas cotidianas da Sociedade Civil por educação, saúde, segurança e estabilidade financeira!! O que o sistema de Presidencialismo de Coalisão criou foi a mais abjeta e verdadeira Ditadura Civil corrompida onde os mesmos e sempre os mesmos, através de um jogo de trocas entre si, manipulam o poder em benefício próprio e contra os interesses maiores do Bem Público e da Sociedade Civil. Assim, que anular o voto ou votar em branco é manter este mesmo pessoal na garupa do cavalo do poder!!! A única forma de alterar a situação é fazer com que a NAVE DO ESTADO OSCILE como diz Jürguem Habermas, filósofo alemão, aderne para o outro lado!!!! O que devemos fazer como cidadania é o script contido no livro de Sartre, o Diabo e o Bom Deus, onde este oscilava entre os personagens da obra, na sua funcionalidade operacional, o BEM E O MAL. O Diabo às vezes praticava coisas más, como sói acontecer a um Demônio do Mal, mas, paradoxalmente, nas páginas seguintes alternava sua conduta para outra catalogada como BOA!!! Da mesma forma Deus ou os Anjos, das suas condutas corretas e eivadas de bondade e beleza, paradoxalmente migravam para derraparem moralmente, no próximo capitulo ou página, tornando o livro e seu conteúdo um exercício total de paradoxismo ético ou moral que era substituído pela funcionalidade ocasional do personagem!!! Os partidos que temos, pelas suas ideologias e programas, para nós, resgatam-se e redimem-se de suas acusações e erros, isto do ponto de vista discursivo ou intelectual, mas, no entanto, na prática, continuam ou perpetuam os maiores crimes contra as ideologias que nos vendem e através da qual conseguem a adesão de nosso voto e simpatia!!! Pior, a geléia fisiológica que fica no PODER corrói visceralmente no mais profundo de seu ser o princípio REPUBLICANO pois ela além de ter visceralmente a vocação de PERMANENCIA NO PODER tem a vocação explícita de depor contra o princípio da IMPESSOALIDADE pois o poder é cada vez mais permanente e pessoal que se reproduz nos mesmos através da ocupação das funções estatais pelos apaniguados deste mesmo poder, cabos eleitorais premiados, cargos em comissão, agentes políticos associados, empresas que cooperam com a caixa eleitoral e que recebem contrapartida de parte deste mesmo governo que elimina o cipoal de regulações a que as empresas não associadas estão sujeitas, beneficiando-as da mesma forma com contratos que lesam a lei de licitações ou protelando as licitações como o caso de Porto Alegre, município, que convive há 30 anos com o regime que não faz licitação para as empresas que detém o monopólio de transporte!!! A tudo isto JUNHO DE 2013 veio dar uma resposta através do movimento #VEMPRÁRUA!!! Hoje temos uma oposição miserável, microscópica, que não consegue fiscalizar. Assim, através do VOTO TOPOGRÁFICO faríamos mudar e funcionar o sistema REPUBLICANO DO PAÍS. No que consiste o VOTO TOPOGRÁFICO? Consiste unicamente em localizar os PARTIDOS QUE SÃO VERDADEIRAMENTE OPOSIÇÃO e que não participam do PRESIDENCIALISMO OU GOVERNADORISMO OU MUNICIPALISMO DE COALISÃO, votando CONTRA A SITUAÇÃO derrubando-a fazendo uma depuração do sistema pelo acionamento do SISTEMA REPUBLICANO QUE ESTÁ COM OS COMANDOS TRANCADOS!!! Nós estamos vivendo a ironia posta por Rousseau em seu Contrato Social que a certa altura de sua obra diz: “O povo inglês pensa ser livre. Mas ele é livre só no momento em que coloca o voto na urna. Após, vive uma DITADURA Á PRAZO CERTO!!!” É isto o que estamos vivendo DITADURAS A PRAZO CERTO ORIUNDAS DESTE PRESIDENCIALISMO DE COALISÃO!!! Portanto o único jeito de desmontarmos este poder é fazer com que a nave do Estado oscile e aderne para o lado totalmente contrário. Isto fará com que os inimigos políticos da situação – que possivelmente estes inimigos políticos sejam nas ideias nossos próprios inimigos mas no entanto nossos amigos no afã de restaurarmos a REPÚBLICA E O REAL ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO – repito, esta nossa nova posição fará com que os que ocupam a situação naufraguem e encerrem suas DITADURAS A PRAZO sendo auditados pelos seus contrários. Na próxima eleição, não votaríamos de novo nos inimigos da antiga situação que colocamos no poder, faríamos ao contrário, votaríamos naqueles que corremos do poder!!! Ora, todos que me lerem acharão que enlouqueci e lhes respondo que não!!! Quem enlouqueceu na forma de uma patologia ensandecida não foi a cidadania foi isto sim a POLÍTICA, OS POLÍTICOS E O SEU PODER QUE DESTRUIRAM A REPÚBLICA E O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO através da sua perpetuação no PODER!!!! Assim, não teríamos mais direita ou esquerda, liberais ou socialistas, direitistas ou comunistas, teríamos sempre seres humanos que seriam vistos não pelo que pretendem pelo que dizem pela voz de suas bocas, pelo seu idealismo de ocasião, mas teríamos homens colocados no poder, com sua concreção de sua vida e seus apetites reais, colocados, funcionalmente e alternadamente apetites contra apetites, paixões contra paixões, como na célebre ANÁLISE TRANSACIONAL preconizada pelo BEST SELLER DOS ANOS 70…”EU ESTOU OK!!! VOCÊ ESTÁ Ok?! Ali o autor, rememorando, descreve as atitudes PAI, FILHO, etc, e declara que a funcionalidade é que na maior das vezes determina a ação dos agentes. O autor da um exemplo da seguinte forma; Num hospício um demente causava, através de sua liderança, constantes arruaças no Nosocômio assim é que para evitar esta conduta a direção do hospital e seu médico chefe, “nomearam” o demente mor como DIRETOR DO HOSPITAL. Assim é que este, compenetrado de sua NOVA FUNÇÃO passou a modificar seu comportamento e dos demais “colegas dementes” atuando não mais como psicopata ou o que fosse, mas como DIRETOR DE HOSPITAL QUE BUSCAVA UMA ORDEM. Vocês poderão constatar a certeza desta teoria na nossa prática política. Hoje Dilma, que era guerrilheira e lutava contra o poder, hoje, coloca o exército e a polícia contra a voz das ruas!! Lula, que era a favor das greves, em seu governo passou a ser contra as greves!!! O nosso prefeito Fortunati antigo político e líder sindical grevista hoje ameaça colocar, não a Brigada, mas a Força Nacional contra os grevistas. Assim, na prática, o que temos é o exercício de uma MORAL E ÉTICA IDEOLÓGICA FUNCIONAL OU TOPOGRÁFICA!!!! Desta forma, nesta SOCIEDADE E NESTE ESTADO ENSANDECIDO O QUE DEVEMOS FAZER É BUSCAR O VOTO TOPOGRÁFICO ALTERANDO AS FUNÇÕES DOS GOVERNANTES PARA DESMONTAR OS CRIMES CONTRA A REPÚBLICA E CONTRA A DEMOCRACIA QUE SÃO COMETIDOS TODOS OS DIAS CAUSADOS PELA PERMANÊNCIA DOS MESMOS NO PODER!!!. Nestas eleições agirei como SARTRE, eu que sempre pretendi – para mim mesmo – VOTAR EM DEUS – votarei IDEOLOGICAMENTE – em MEU DIABO – pois votando nos contrários as minhas ideias políticas retirarei do PODER os QUE SE PRETENDEM TER AS MINHAS IDÉIAS MAS, NO ENTANTO, FAZEM TUDO PARA MATÁ-LAS ASSASSINA-LAS MONSTRANDO-ME QUE PARADOXALMENTE VOTEI ERRADO. ASSIM O VOTO TOPOGRÁFICO PRECONIZA VOTAR NO ERRADO IDEOLÓGICO PARA ASSIM VOTAR NO CERTO DO PONTO DE VISTA REPUBLICANO OU DEMOCRÁTICO!!! Alguns eleitores pensarão que terão o benefício de votarem naqueles partidos por quem sempre pugnaram mas eles se iludem pois quando estes subirem ao poder passarão a fazer tudo contra o que pensam. Assim vote TOPOGRAFICAMENTE SEMPRE CONTRA QUALQUER SITUAÇÃO E A FAVOR DA OPOSIÇÃO NÃO IMPORTANDO SEUAS IDÉIAS RADICAIS, LIBERAIS, DE DIREITA, ESQUERDA, ETC, BASTANDO TÃO SOMENTE A SEU FAVOR QUE SEJA DE OPOSIÇÃO REAL. PARA SABER SE O CANDIDATO É DE OPOSIÇÃO MESMO TEREMOS QUE VERIFICAR INÚMEROS ITENS TAIS COMO: Que não detenha Ministério, que não vote alinhado com a situação, que não detenha Secretaria Estadual ou Municipal, que não tenha exércitos de Agentes Políticos, Apadrinhados, em Cargos em Comissão, conluios no regime do Quem Indica, etc, basta tão somente ter a higidez de ser VERDADEIRA OPOSIÇÃO AO SISTEMA!!! Eis a natureza do VOTO TOPOGRÁFICO que em não progredindo as REFORMAS POLÍTICA, PARTIDÁRIA E ELEITORAL, PRECONIZADA NA FORMA QUE DEFENDO, com um sistema limpa banco e de não reeleição – Política não é Profissão – é a forma adequada de combater o mal que ora vivemos neste país ensandecido pela FALTA DE VERGONHA NA CARA!!!! EM 2014 VOTE CONTRA O PODER DESCONCENTRANDO-O POIS COMO QUERIA LORD ACTON “O PODER CORROMPE E O PODER ABSOLUTO CORROMPE ABSOLUTAMENTE!” Quosque tanden Catilina abutere patientia mostra!!!!! (PARADOXO: EU QUE SEMPRE FUI DE ESQUERDA TEREI DE VOTAR NA DIREITA LIBERAL PARA LIMPAR O PAÍS) CONSELHO: NÃO SE INSCREVA EM NENHUM PARTIDO. DESFILIE-SE. RECOMENDO A DESFILIAÇÃO POIS JÁ FIZ ISTO COM MINHA FIIAÇÃO PERANTE O PDT!!! DESFILIEM-SE DE TODOS OS PARTIDOS ISTO CAUSARÁ A IMPLOSÃO DOS MESMOS POIS ELES FUNCIONAM NO MECANISMO TIPO GERALDO VANDRÉ NA ALEGORIA CANTADA POR JAIR RODRIGUES…BOIADEIRO E BOIADAS….VAMOS DEIXAR DE SER BOIADA GURIZADA FACEIRA!!!! AGORA!!!! JÁ!!!!! VOTO TOPOGRÁFICO NELES!!!!  PIADA REAL:  Lembrei-me aqui do Seu Ano Land, com seu sotaque de Lomba Grande, morando em  “Gramude” que há muitos anos me contou uma piada sobre Política e Políticos, dizendo-me, Dr. Sérgio “- O ESTRUME É SEMPRE O MESMO O QUE MUDA SÃO AS MOSCAS!!!!!!”