A LEVE SUBA DO DÓLAR EM MAIO DE 2013

A ATUAL SUBA ENDÓGENA DO DÓLAR
A atual suba endógena do dólar, 30.05.2013, uma valorização de centavos acima do câmbio optado pelo Banco Central, numa faixa de 2,0 um pouco acima um pouco abaixo, política esta monitorada na base de SWAPS, se dá pela pressão atual de suba do dólar em razão da escassez do mesmo determinada pela inversão da corrente de entrada por uma corrente de saída. O ingresso do dólar, no sistema nacional, inverteu-se em razão do recrudescimento dos paradoxos advindos do Conceito Guerra das Moedas. Em maio de 2012 o Banco Central passou a fazer uma expansão da base monetária a razão de 10% ao mês. O processo foi mantido até outubro de 2010 gerando – num processo similar ao do Banco Central Japonês deste mês em curso – MAIO DE 2013 – e que conforme informações perseverará até o ano que vem – chegando, no Brasil a uma expansão, em outubro de 50% do meio circulante. Este processo deveria, aliado a queda concomitante da SELIC, oferta laxante de créditos, planos bolsa isto bolsa aquilo que despejam bilhões diretamente no consumo exacerbando-o, a fazer com que houvesse uma queda do real frente ao dólar estimando-se o valor do primeiro em 4,50, como já publiquei. O fato não ocorreu porque, como eu expliquei, o Banco Central monitora o valor do real – não como Fernando Henrique que instituíra no Plano Real um câmbio fixo através de Medidas Provisórias que após 1,5 ano passaram a adotar a forma de lei a paridade do real com o dólar – aqui, no regime Dilma, o Banco Central monitora através de SWAPS constantes, que são injeções de dólar no mercado através do Banco Central, que sujam literalmente o câmbio do dólar, mantendo-o artificialmente neste valor de 2 um pouco acima um pouco abaixo. Esta operação vinha sendo auxiliada através da política de IED e do Balanço de Pagamentos positivos nos anos anteriores que mantinham uma volatibilidade em dólares em razão de uma ampla oferta. Com a gradativa queda dos ingressos em dólares pela queda do ingresso de IED e a inversão do Balanço de Pagamentos com sua tendência ao empate ou ao vermelho, levaram a uma pressão maior no valor do dólar e nesta razão direta uma maior necessidade de desvelo do Banco Central na sua constante política de monitoramento através de SWAPS. O Banco Central conseguirá manter o valor do dólar na medida e razão direta de seu estoque e disponibilidade líquida de dólar em caixa. A contrario sensu, quando não houverem mais condições de intervenção, pela ausência de estoque de dólar e sua disponibilidade e pela falta de ingresso superavitário, então entraremos na fase CRISTINA KIRCHNER da economia e o dólar saltará até 4,50 ou mais um pouco, em valor. Lá na Argentina, em razão da indexação da economia e sua condição deficitária constante pela queda zero de IED e ingressos oriundos das exportações, o governo literalmente cassa os dólares até de sua cidadania, colocando cães pastores policiais, para cheirarem suas malas e mochilas em busca do dólar, cujo mercado paralelo foi penalizado ou literalmente criminalizado. Assim é que o Brasil persistirá num câmbio artificial e monitorado enquanto tiver dólares disponíveis pelo Banco Central. As reservas estavam em mais de 400 bilhões de dólares mas tem de se estudar se seu resgate é a tempo e quanto de ágio paga em resgate antecipado e nesta razão qual a liquidez do Banco Central para aguentar a pressão do vermelho do dólar que pressionará constantemente, a partir daqui, o preço do câmbio do dólar. A ausência de estoque de dólar e a saída do Banco Central do mercado, na situação atual, levaria rapidamente a um colapso da economia total. Assim a razão de sobrevivência no atual clima de câmbio monitorado está na razão direta do estoque de dólar em poder do Banco Central e da pressão direta maior ou menor sobre o mercado endógeno. O não atendimento da demanda levaria inevitavelmente a um ataque especulativo e a uma ruptura do sistema com prejuízos violentos sobre a economia como um todo agravando ainda mais o processo inflacionário pois o rebaixamento da moeda frente ao dólar faz com que sejam maiores os estoques de comodities a serem exportados para compensarem a queda de seu preço o que também esbarram na queda externa da demanda pelo próprio processo de acomodamento da demanda frente as crises de consumo externas…refreamento até dos chineses….TENHO DITO….

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